Vereadora Sonia Meire concedeu entrevista ao Portal FanF1 durante a convenção do PSOL, realizada na noite desta segunda-feira, 3, no bairro Grageru, em Aracaju. Na ocasião, teve o nome oficializado como pré-candidata a deputada estadual, integrando a chapa com o pré candidato a governador pelo PSOL, Dr. Elton Monteiro, e falou sobre as pautas da campanha e a estratégia para o pleito.
Ao comentar a nova candidatura, Sonia destaca a importância de ampliar a presença de mulheres feministas na disputa e reforça o eixo de sua campanha. “Nós estamos mais uma vez colocando nosso nome para essa chapa, para defender um programa para o Estado de Sergipe, com o nosso candidato a governo e nossa vice. É preciso ampliar a presença de mulheres feministas, mulheres de luta. Hoje nós temos Linda Brasil, que está indo para a reeleição, e nós estamos indo também para somar”, afirma.
Segundo ela, a candidatura nasce das lutas populares contra as terceirizações e se soma ao enfrentamento à extrema direita e à defesa da reeleição de Lula à Presidência. “Nossa candidatura é em nome das mulheres, da educação e da saúde pública, dos serviços públicos no Estado de Sergipe”, completa, defendendo políticas voltadas à segurança alimentar e aos municípios do alto sertão ao sul do estado.
Sobre sua trajetória política, Sonia lembra já ter concorrido a cargos majoritários pelo PSOL, como governo e Senado, e avalia que há espaço para o crescimento da esquerda em Sergipe. “Nós já tivemos candidaturas a governo, ao Senado, e agora estamos para estadual, porque percebemos que existe, de fato, um espaço muito grande para a esquerda crescer no Sergipe, com projetos concretos, com um trabalho que a população já conhece, desde a luta pela reforma agrária até a luta por mais empregos e por dignidade e direitos humanos”, explica.
Questionada sobre como pretende ampliar o diálogo além do campo progressista diante de candidaturas majoritárias, Sonia defende que a campanha seja construída em conversa direta com a população. “Só existe uma forma, que é avançar no diálogo com a população, como nós sempre fizemos. Nossas campanhas são feitas conversando diretamente com o povo, e são as pessoas que constroem conosco. Nós não estamos entre as campanhas mais disputadas nas pesquisas, mas podemos, sim, discutindo o nosso programa com a população, ter mais condições de, quem sabe, chegar ao segundo turno”, diz.
Ela ressalta ainda que, mesmo sem vitória eleitoral, considera que uma campanha “para valer” fortalece a organização política a longo prazo. “Muitas vezes a gente entra na campanha e não consegue obter uma vitória eleitoral, mas a gente sai grande na política, para continuar na luta com o nosso povo. O destino não está só nas nossas mãos: é a população que precisa se organizar para mudar a realidade”, conclui.







