A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) entrou com uma ação judicial contra o apresentador Ratinho após declarações consideradas transfóbicas feitas durante o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. Na ação, a parlamentar pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais.
A polêmica começou após a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante o programa, Ratinho criticou a escolha de uma mulher trans para comandar o colegiado e fez declarações que geraram forte repercussão.
“Não achei muito justo. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans”, afirmou o apresentador ao comentar a decisão da Câmara. Em outro momento do programa, Ratinho continuou a crítica e declarou: “Mulher para ser mulher precisa ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três ou quatro dias”, disse ele, acrescentando ainda que acreditava que o cargo deveria ser ocupado por “uma mulher que nasceu mulher”.
Após a repercussão do caso, a deputada afirmou que as declarações configuram transfobia e representam um ataque não apenas a ela, mas também à população trans. Segundo Erika Hilton, a ação judicial busca responsabilizar o apresentador por discursos que, segundo ela, reforçam preconceito e discriminação.
Procurado pela imprensa, o SBT informou em nota que respeita a diversidade e que opiniões expressas por apresentadores em seus programas são de responsabilidade dos próprios profissionais, não representando necessariamente o posicionamento institucional da emissora.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre transfobia e responsabilidade de comunicadores em programas de televisão.








