Bastidores
Por Narcizo Machado
Circulou na manhã desta quinta-feira, 29, a informação de que, no encontro ocorrido ontem, quarta-feira, 28, entre Eduardo Amorim e Belivaldo Chagas, o ex-senador teria oficializado um convite para que Priscila Felizola fosse sua vice.
Eduardo desmente a informação. Reafirma que, sim, houve diálogo sobre política, mas nega qualquer convite oficial. Ou seja, trata-se de fake news. E a negativa de Eduardo encontra respaldo na própria realidade da oposição.
Os membros da oposição sequer definiram seus papéis, quem indica o quê e como se dará a construção de um projeto comum. Como, então, já poderiam fechar um acordo com alguém que advém de outro agrupamento político?
Mais do que isso, um convite dessa natureza não seria feito apenas por Eduardo, mas envolveria diversas lideranças. Soma-se a isso um fato elementar: Eduardo Amorim sequer decidiu se disputará o governo. Como poderia, portanto, convidar alguém para ser vice?
A informação ainda resvala em outro aspecto grave: a misoginia. Um convite a uma mulher para compor uma chapa feito por intermédio de seu pai? Como assim? Priscila não tem vontade própria? Após alcançar, com esforço pessoal, protagonismo na cena política, ela não pode ser rebaixada ou tratada como “produto a reboque”. Fato.








