Capacitação realizada pela Funesa sobre pé diabético reforça prevenção e qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu a sexta edição do workshop sobre pé diabético voltado a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). A formação integra a estratégia estadual de enfrentamento às doenças crônicas, alcançando, até o momento, cerca de 300 profissionais de diversos municípios sergipanos. O objetivo é qualificar médicos e enfermeiros para o atendimento preventivo e o acompanhamento contínuo das pessoas com diabetes, reduzindo complicações que podem evoluir para amputações.

Durante o encontro, as equipes receberam orientações teóricas e práticas sobre avaliação clínica, identificação precoce de alterações nos pés e manejo adequado das lesões. Também foram distribuídos kits de avaliação que auxiliam no diagnóstico oportuno de alterações de sensibilidade, circulação e integridade da pele. A iniciativa reforça a importância do cuidado longitudinal no território, com foco na prevenção, no controle dos fatores de risco e no fortalecimento da APS como porta de entrada do sistema.

Segundo a enfermeira e palestrante Mariana Rosário, capacitar quem está na linha de frente do SUS amplia a capacidade de prevenção e impacta diretamente a vida das pessoas com diabetes. Ela destacou que grande parte das amputações não traumáticas em membros inferiores está relacionada à diabetes e poderia ser evitada com avaliação frequente e acompanhamento adequado. “Quando o profissional está atualizado, ele sabe exatamente o que procurar, qual a periodicidade das avaliações e como orientar o paciente a cuidar dos pés em casa. A prevenção começa no consultório e se estende para o dia a dia do usuário”, explicou.

De acordo com o médico Vinícius Cabral, que atua na Atenção Primária do município de Santo Amaro das Brotas, iniciativas como o workshop garantem atualização contínua e fortalecem o papel educativo dos profissionais. Ele lembrou que apenas a prescrição de medicamentos não é suficiente para controlar a doença. “Educação em saúde é fundamental. O paciente precisa entender sua condição, adotar hábitos saudáveis, praticar atividade física e cuidar da alimentação. Quando pensamos no diabetes além da glicemia, considerando sono, saúde mental e estilo de vida, os resultados são muito melhores”, afirmou.

Já para a enfermeira Gardênia Almeida, que atua no município de Riachuelo, a capacitação contribui para reduzir dificuldades enfrentadas no atendimento diário às pessoas com diabetes. Ela ressaltou que, além da qualificação individual, o conhecimento adquirido é multiplicado dentro das equipes. “A formação amplia nosso olhar e fortalece a discussão de casos com os demais profissionais. Isso melhora as condutas e beneficia diretamente a população que busca o serviço”, enfatizou.

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