Após absolvição em acusação de estupro, o advogado Ricardo Almeida concedeu entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, nesta sexta-feira, 21. Ele falou pela primeira vez desde a denúncia, ocorrida em março de 2024, na qual a advogada Bruna Hollanda alegou ter sido violentada sexualmente por ele após uma festa.
Ele comentou sobre o período difícil durante o inquérito. “Foi muito difícil, certo? Foi muita resiliência. Eu acho que, acho que não, tenho certeza, e o que me deu mais força era ter certeza também de nascer. Não, não é algo que você pode falar, será que eu fiz? Será que eu fui mal interpretado? Não. Ou, ou eu era um violentador de mulheres, ou elas estavam muito… Não existe medo. Então, eu sabia desde o começo. Então, o apoio da minha família, o apoio dos amigos, a vontade que eu tinha de criar meu filho, de poder participar da vida dele, tudo isso me deu muita força. E assim, a minha grande, eu digo sempre que, a minha grande resiliência também, o que me ajudou muito foi ocupar minha cabeça com coisas boas, não ficar pensando em mágoas, em traições e nada disso, e foi focar no trabalho”, relatou.
Ricardo disse que a decisão de não falar foi pensada para não deslegitimar a pauta da violência sexual contra a mulher. “A bandeira e a e a causa da violência sexual contra a mulher é muito forte e muito correto eu eu entendo que há, de fato, ainda há uma cultura muito forte patriarcal de violência contra a mulher. Então eu respeito muito a pauta, eu sabia que existiria pela opinião pública, vamos dizer uma vertente muito mais forte de defesa da palavra da mulher da palavra da suposta vítima. Mas eu tinha certeza que não tinha praticado esse ato e eu tenho certeza que ao fim ao cabo como tá acontecendo agora seria um desserviço para uma causa tão importante que a proteção da mulher”, revelou.








