Funesa realiza webpalestra para reforçar importância dos registros das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou na última quarta-feira, 12, uma webpalestra com o tema ‘Práticas Integrativas e Complementares em Saúde em evidência: visibilidade por meio do cadastro e registro dos profissionais de saúde’. A iniciativa reuniu profissionais de diversas áreas com o propósito de fortalecer as práticas integrativas no estado e incentivar a correta realização dos registros nos sistemas oficiais.

A ação promoveu um espaço de diálogo e orientação sobre a importância desses cadastros, que garantem visibilidade e valorização aos profissionais que atuam com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde em Sergipe. A partir do registro das ações desenvolvidas nas unidades de saúde, seja na atenção primária, nas academias da saúde ou em serviços de alta complexidade, é possível mensurar resultados, aprimorar o atendimento e consolidar essas práticas como parte efetiva do cuidado integral à população.

De acordo com a referência técnica em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde da SES, Sanawá Rodrigues, a webpalestra teve como foco fortalecer a cultura do registro entre os profissionais e dar mais visibilidade ao trabalho já existente no território. “Além de valorizar os profissionais que atuam com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, os registros fortalecem essas práticas dentro da rede e permitem um olhar mais completo sobre o cuidado prestado à população”, destacou.

Ainda segundo Sanawá Rodrigues, o impacto vai além dos indicadores, refletindo diretamente na relação entre profissionais e usuários do SUS. “Quando o registro é feito de forma adequada, o vínculo com o paciente se fortalece. Ele passa a participar mais ativamente do processo de cuidado, o que contribui para a redução do uso de fármacos e para a melhoria da qualidade de vida”, informou.

Segundo a referência técnica do e-SUS da Atenção Primária à Saúde, Marília Lima, a ação buscou aprimorar a qualificação dos registros realizados nos municípios. “Muitos profissionais desenvolvem práticas importantes, mas acabam não registrando da maneira correta. Isso impede a visualização dos resultados e o alcance real do programa. O registro é fundamental para gerar relatórios, analisar dados e planejar estratégias mais eficazes”, pontuou.

Ainda conforme Marília Lima, os registros são feitos no Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde, nas fichas de atendimento individual e de procedimentos, onde podem ser inseridos os códigos SigTap referentes a cada prática. “O Ministério da Saúde reconhece atualmente 29 práticas integrativas e complementares, como auriculoterapia, acupuntura e ozonioterapia. Quanto mais completos e atualizados forem esses registros, mais qualificado será o planejamento das ações e o acompanhamento dos resultados”, concluiu.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde englobam uma série de abordagens que valorizam o cuidado integral, o bem-estar físico, mental e emocional dos usuários do SUS. Entre as 29 práticas reconhecidas pelo Ministério da Saúde, estão a apiterapia, aromaterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, dança circular, geoterapia, hipnoterapia, homeopatia, imposição de mãos, medicina antroposófica, medicina tradicional chinesa/acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, ozonioterapia, fitoterapia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, terapia de florais, termalismo social e yoga.

Essas práticas contribuem para a promoção da saúde e o equilíbrio do organismo, atuando como complementares aos tratamentos convencionais. Entre os principais benefícios estão a redução do estresse, alívio de dores crônicas, fortalecimento do sistema imunológico, melhora do sono e do humor, além de favorecer a autonomia e o autocuidado dos usuários do SUS. A ampliação e o fortalecimento dessas ações no SUS refletem o compromisso do Estado em oferecer um cuidado mais humanizado, integrativo e centrado na pessoa.

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