Fabiano Feitosa, candidato ao Quinto Constitucional, afirma: “Eu tenho uma trajetória na advocacia muito intensa”

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta terça-feira, 18, o advogado e candidato ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE), Fabiano Feitosa, falou sobre a sua campanha e polêmicas envolvendo o seu nome. Essa é a décima sétima de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.

O candidato iniciou a entrevista falando sobre o que motivou a sua entrada na disputa: “Eu tenho uma trajetória na advocacia muito intensa. Eu passei por tudo na advocacia. Eu fui advogado que não tinha onde sentar, que era do chão do fórum, sem nenhum padrinho, sem nenhum parente que não tem a tradição de advogados na família. [….] Para ser muito honesto a você, não foi, inicialmente, nem ideia minha, foi o convite de colegas que suscitaram em mim. E eu fui amadurecendo, refletindo, matutando, e resolvi me candidatar”.

Na oportunidade, ele explicou que foi acometido por uma doença autoimune que atingiu o coração. “Eu fiz uma cirurgia no coração, tive que botar marca-passo, depois tive mais duas paradas no hospital. E o ‘Coração Valente’ é porque os médicos acharam, na verdade, que você estava em casa por um milagre”, e esclareceu que isso motiva a sua candidatura enquanto Pessoa com Deficiência. “Houve alguns rumores, algumas pessoas indagando por que eu seria PCD”, explicou.

O candidato destacou que foi alvo de fake news. “Isso me entristece muito profundamente. Muita deslealdade. […] ontem à noite, começaram a surgir fake news usando da minha imagem criando confusões [relacionadas] a disparos em massa, que várias pessoas receberam. O que é proibido. Nós já notificamos, apresentamos um boletim de ocorrência na polícia, já comunicamos à OAB, e vamos investigar profundamente”.

Em relação às propostas, ele destacou que “gira em torno de três eixos principais: a valorização da advocacia, essencialmente através de honorários advocatícios justos, honorários advocatícios que nos dê a efetivamente dignidade profissional, a defesa das prerrogativas intransigentes. […] um terceiro eixo maior da advocacia, é escuta ativa, acesso, acolhimento do poder judiciário como um todo”.

Questionado sobre o que garante que ele vai manter vivos os compromissos com a advocacia caso seja eleito, ele respondeu: “O que garante, e talvez por isso o nome esteja tão bem recepcionado, é a minha trajetória. Eu comecei, como a maioria começa, um advogado de uma família simples, que venceu [igual aos] meus pais, pelo estudo. E eu alcancei na, na advocacia, graças a Deus, com muito trabalho, com muito estudo, com muito esforço, com muita dedicação, um sucesso”.

O advogado finalizou a entrevista pedindo o voto da advocacia: “No interior [o número] envolve muito [a] política. Tem nada a ver. É uma ordem, foi pela ordem de inscrição. Eu fui o 15º a me inscrever, então, o meu número é 15, […] Eu quero que a advocacia, que é consciente, reflita e pense muito bem. […] Tenham cuidado com fake news, analisem bem, porque a advocacia, a nossa OAB, que tem seus 90 anos de história, e o Poder Judiciário, não merecem esse tipo de desembargador”

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