Com 20 anos de trajetória, Clarisse Ribeiro afirma: “Quem veio da advocacia não pode se esquecer dela”

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta quinta-feira, 13, a advogada, ex-juíza do TRE-SE e candidata ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE), Clarisse Ribeiro, falou sobre os seus propósitos e propostas. Essa é a décima segunda entrevista de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.

Inicialmente, Clarisse explicou o que motivou a colocação do seu nome na disputa: “A minha candidatura ao quinto constitucional, ela é uma evolução natural da equidade de gênero […] A minha candidatura foi pensando nesse sentido: de que a voz da mulher advogada também chegue ao nosso Tribunal de Justiça”.

Na oportunidade, a advogada falou sobre a sua trajetória e o exemplo que recebeu em casa por meio do trabalho dos seus pais, Dr. Edvaldo Ribeiro e Dra. Socorro: “Eu nasci dentro do direito, e nesses quase 20 anos de militância, eu pude entender o que realmente é um advogado, a missão de advogar, o dia a dia da advocacia […] pude servir a nossa Ordem dos Advogados de Sergipe, pude ser conselheira estadual e membro da Comissão de Estudos Tributários […] também já fui consultora chefe da presidência do nosso Tribunal de Justiça de Sergipe. Ali eu comecei a ver um pouco do outro lado do balcão. E depois eu pude representar a nossa classe pelo quinto constitucional também no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. Ali eu pude ser uma representante da nossa classe na vaga de jurista”, explicou.

Durante a entrevista, Clarisse apresentou as propostas que pretende levar ao Tribunal, caso seja eleita. “As minhas propostas de campanha se baseiam, principalmente, na valorização dos nossos honorários, na valorização da advocacia dativa e no que eu já fazia dentro do Tribunal Regional Eleitoral. Uma escuta ativa, um julgamento humanizado, fortalecimento da nossa classe, um um olhar atento a cada processo, E nunca esquecer de onde eu vim. Uma das minhas propostas de campanha diz: quem veio da advocacia não pode se esquecer dela”.

Questionada sobre a garantia de que, sendo eleita, não mudaria a conduta, ela destacou: “O que garante isso, em relação a mim, é o que eu de fato já fui. Eu já fui uma representante da nossa classe pelo quinto constitucional e já pude provar à nossa classe que eu estava ali por nós, eu estava ali pelas mulheres, porque eu entendo que quando uma mulher chega em um espaço, ela leva todas com ela. Nós levamos uma geração, nós temos essa responsabilidade e eu sempre, em toda a minha carreira, em toda a minha vida, eu honro os caminhos que me foram abertos por outras mulheres e eu me comprometo com as gerações futuras”, disse.

A advogada finalizou a entrevista pedindo o apoio dos colegas. “Meu número é 11. Eu venho aqui pedir o seu voto e me comprometo com você nesse momento, eu quero ser essa voz que representa a advocacia em sua pluralidade dentro do tribunal, que defende as nossas prerrogativas com muita coragem e que fortaleça a nossa classe e a presença feminina dentro de um tribunal como um todo”, concluiu.

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