Ex-funcionários denunciam atrasos em rescisões após demissões na Empresa Modelo

Em entrevista ao Jornal da Fan desta sexta-feira,12, ex-funcionários da Empresa Modelo denunciaram o descumprimento de um acordo firmado após demissões realizadas há cerca de um ano. Segundo os trabalhadores, as verbas rescisórias foram homologadas e parceladas por meio de um acordo com participação do sindicato, mas os pagamentos estariam sendo realizados com constantes atrasos.

Um dos ex-funcionários relatou que os trabalhadores foram surpreendidos com as demissões e não tiveram qualquer aviso prévio sobre a decisão da empresa.

“Nós fomos chamados na empresa de supetão, de última hora, e fomos presenteados com uma carta de demissão”, afirmou durante a entrevista. De acordo com o trabalhador, o acordo previa que cada ex-funcionário receberia sua rescisão de forma parcelada, conforme o tempo de serviço prestado à empresa. Porém, segundo ele, os pagamentos não vêm sendo efetuados nas datas estabelecidas. Diante da situação, os trabalhadores afirmam que recorreram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar os atrasos.

Conforme o relato, a medida resultou em uma regularização temporária dos pagamentos, mas o problema voltou a ocorrer meses depois. “Para ela cumprir esse pagamento, nós tivemos que entrar com uma reclamação no Ministério Público do Trabalho. Depois disso, a empresa pagou três meses certinho, mas agora voltou a atrasar”, disse o ex-funcionário.

Outra denúncia apresentada pelos entrevistados envolve a ausência do exame demissional. Segundo eles, nenhum dos empregados desligados passou pela avaliação médica obrigatória antes da rescisão dos contratos de trabalho. “Eu nunca vi isso. É a primeira vez que eu passo por isso. Todo mundo saiu sem fazer exame nenhum”, afirmou outro trabalhador. Os ex-funcionários também criticam a atuação do sindicato, alegando falta de acompanhamento e de respostas sobre o cumprimento do acordo firmado entre as partes. Eles afirmam que não recebem informações claras sobre os atrasos e cobram uma postura mais efetiva da entidade na defesa dos trabalhadores.

Como alternativa para solucionar o problema, os trabalhadores defendem a realização de uma audiência envolvendo representantes da empresa, do sindicato e da Justiça do Trabalho, com o objetivo de garantir o cumprimento integral do acordo homologado. Além dos atrasos, os trabalhadores destacam os impactos financeiros enfrentados por quem aguarda o pagamento das parcelas rescisórias. Muitos, segundo eles, estão desempregados e dependem desses recursos para custear despesas básicas do dia a dia.

“A gente tem aluguel para pagar, tem mercado, tem contas. Muitos aqui estão desempregados e passando dificuldade”, concluiu o trabalhador.

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