No Jornal da Fan, moradores do Bugio, na Zona Norte de Aracaju, pediram justificativas sobre alterações no trânsito, a retirada de pontos de ônibus, e transformação em ‘mão única’ na Avenida Poço do Mero, uma das principais do local.
Segundo Ailton Figueiroa, presidente comunitário de Segurança Pública do Estado de Sergipe (Feconseg/SE), a mudança trouxe transtornos para a população do bairro. “40% da população não pode pegar o ônibus perto de casa para o trabalho nem para sair do Bugio. Está indo caminhar 2km, 3km, para vim ao final de linha do Bugio, para pegar o ônibus, para pegar a lotação. Agora, o ônibus quando vem do Centro, passa e deixa as pessoas na porta. Agora, para ir ao Centro, tem que caminhar dois ou três quilômetros, no sol ou na chuva, para pegar no final de linha”, questionou.
Ainda segundo, com as alterações, menos da metade das etapas do bairro são atendidas pelos ônibus. “Bugio tem seis etapas. Em quantas o ônibus não está passando? Em quatro. A alteração trouxe transtorno”, afirmou. A reinvidicação era uma reunião entre os moradores do bairro e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT).
Diante das reinvindicações da comunidade, No Jornal da Fan desta quinta-feira, 6, Victor Meireles , assessor técnico da SMTT, explicou os motivos destas mudanças. “Foi um projeto concebido, elaborado, executado na gestão anterior. E já havia reclamação da população em torno do trânsito, principalmente em torno da ciclovia que estava no centro da Av. Poço do Mero, fechamento das rotatórias, bem como o transporte público não conseguir chegar na região do Anchietão. Isso foi fruto desse projeto Inicial que recebemos, que tinha como concepção a circulação em mão única de todas as avenidas do Bugio. Todas as avenidas do Bugio estavam projetadas para operar em mão única”, explicou.
A partir de estudos, eles propuseram o que entendiam ser soluções para estes problemas apontados pelos moradores. “Nós reavaliamos a circulação. Três trechos das avenidas do Bugio nós identificamos que era possível que circulasse em mão dupla. Dessa forma possibilitamos que os moradores pudessem circular no sentido contrário, além de finalmente reabrir as rotatórias.”
Apesar das mudanças iniciais, já com base nas demandas dos moradores, o assessor técnico da SMTT garantiu que o órgão está a disposição e entende que é preciso uma fase de adaptação às mudanças feitas recentemente.
“Nós recebemos no início do mês de outubro algumas lideranças comunitárias lá na SMTT, numa reunião de portas abertas, justamente para que ouvir a população estava falando. E destas solicitações, posso dizer com muita tranquilidade que metade delas, não tinha relação direta com a perimetral , era natural da população que já vinha de alguns anos. Foi um momento importante para gente explicar para a população qual era o contexto. Existem ainda algumas coisas, algumas questões pontuais, que estão em estudos técnicos para avaliarmos a viabilidade e a implantação”, comenta.








