O Ministro da Saúde Alexandre Padilha divulgou em coletiva de imprensa nessa quinta-feira, 3, que o Brasil já registra 59 casos de investigação de intoxicação por Metanol. Em pelo menos 11 casos a substância foi detectada em exames laboratorial.
Dos 59, 53 são de São Paulo, 5 de Pernambuco e 1 é do Distrito Federal. Além disso, uma morte foi confirmada por intoxicação por metano, e outras sete estão sendo investigadas. Em Sergipe, não há registros da ingestão e intoxicação por Metanol.
Nessa quinta, o happer Hungria foi internado com suspeita de intoxicação pelo álcool industrial. De acordo com a assessoria do cantor, ele ingeriu vodca na casa de um amigo durante a madrugada em Vicente Pires, região do DF a cerca de 20 km do centro de Brasília. O rapper teria sido o único a ingerir a bebida.
Segundo o boletim médico, o cantor deu entrada no hospital apresentando dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica, quando o corpo produz muito ácido e não consegue eliminar pelos rins. Os sintomas são similares aos de intoxicação por metanol.
Diante da mobilização para investigar os casos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), enviou alerta epidemiológico aos municípios sergipanos sobre casos de intoxicação por metanol, seguindo recomendação do Ministério da Saúde.
Na quinta, 2, com o objetivo de evitar a comercialização de bebidas adulteradas, Polícia Civil de Sergipe realizou a apreensão de 200 litros de whiskys durante um grande evento em Poço Redondo, suspeitos de adulteração. As bebidas foram encaminhadas ao Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), vinculado à Polícia Científica, para exames periciais. Os resultados das análises não identificaram metanol ou outros compostos danosos.
Medidas
Também pela gravidade do caso, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) se mobiliza para importar o medicamento fomepizol, um antídoto não está disponível no mercado nacional. O órgão acionou autoridades reguladoras de diferentes países para viabilizar a importação.
O fomepizol age bloqueando a transformação da substância em metabólitos tóxicos, responsáveis por danos graves ao sistema nervoso e ao fígado.
Enquanto o medicamento não chega ao Brasil, o Ministério da Saúde estruturou, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), um estoque estratégico em hospitais universitários federais e serviços do SUS com 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Além disso, está em andamento a compra emergencial de mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas), garantindo a reposição e distribuição do produto conforme a necessidade de estados e municípios.








