Encerrou-se na noite dessa quinta-feira, 3, o julgamento dos acusados de espancar até a morte a evangélica Edjane de Jesus Silva, no bairro Santa Maria, em Aracaju. A sessão, que durou três dias, ocorreu no Tribunal do Júri da 5ª Vara Criminal, no Fórum Gumersindo Bessa.
A principal condenada, Leonice Ferreira Martins, conhecida como “Moça”, foi sentenciada a 28 anos de prisão por homicídio, além de 1 ano e 9 meses por ocultação de cadáver, 1 ano e 4 meses por fraude processual e 5 anos por tortura.
Seu companheiro, o pastor Reginaldo Ferreira da Silva, recebeu 1 ano e 9 meses por ocultação de cadáver, 11 meses e 7 dias por fraude processual e 10 meses por omissão de socorro.
A terceira envolvida, Jéssica de Jesus Santos, irmã da vítima, foi condenada a 1 ano por ocultação de cadáver, 1 mês por omissão de socorro e 6 meses por fraude.
Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, em 3 de julho de 2020, os réus, integrantes da Igreja Templo do Arrebatamento Divino, praticaram agressões contínuas e violentas contra Edjane, resultando em sua morte. Além do casal, também foi denunciado Paulo Henrique Ferreira da Silva, filho dos pastores.
Após o crime, os envolvidos tentaram modificar a cena e esconder o corpo, que permanece desaparecido até hoje. O casal foi localizado e preso posteriormente em São Paulo, sendo transferido para Sergipe, onde ocorreu o julgamento.








