Durante a retomada do julgamento do núcleo crucial da trama golpista, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira, 11, disse que os atos criminosos de 8 de janeiro de 2023 não foram “acontecimentos banais”. A ministra é a quarta a votar na ação penal.
Na data, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram a sede dos Três Poderes, em Brasília.
“O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram para passear. O inédito e infame conjunto de acontecimentos havidos ao longo de um ano e meio para inflar, instigar por práticas variadas de crimes, conducentes ao vandalismo, haveria de ter uma resposta no direito penal”, disse ela.
Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considera que todos os atos que resultaram no 8 de janeiro de 2023 devem ser examinados em conjunto.
No julgamento, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus são acusados de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Até o momento, o placar está em 2 a 1: Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação, e Luiz Fux, pela absolvição. Ainda falta o voto de Cármen Lúcia (em andamento) e do presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin.








