Saiba quem são os sete aliados de Bolsonaro que também serão julgados pelo STF

bolsonaro e aliados

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga a partir desta terça-feira, 2, Bolsonaro e mais sete nomes investigados por suposta tentativa de golpe de estado. A primeira sessão começa a partir das 9h.

Todos os nomes serão julgados por uma série de crimes, entre eles organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, a pena final pode ultrapassar os 40 anos de prisão.

Chamado de “núcleo crucial”, os oito nomes julgados na ação penal 2668 são considerados integrantes de uma organização criminosa que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. Eles foram indicados pela Procuradoria Geral da República (PGR) como articuladores da tentativa de golpe de estado.

Saiba quem são os reús e como teriam participado da suposta trama:

Alexandre Ramage: Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-delegado da Polícia Federal (PF).

Almir Garnier: comandou a marinha no governo Bolsonaro; defendeu acampamentos em frente à quartéis do exército depois das eleições de 2022

Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, encontrado com uma minuta com uma possível decretação de Estado de Defesa nas eleições

Augusto Heleno: ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, apontado pela PF como o nome a ser indicado como comandante do ‘gabinete de gestão de crise’ tramado pelo grupo

Jair Bolsonaro: Ex-presidente, que segundo a PGR estava ciente do plano “Punhal Verde e Amarelo” – que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes – e teria assinado formulações da minuta do golpe

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens e considerado braço direito de Bolsonaro, considerado peça chave após delação premidada

Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa, general da reserva e ex-comandante do Exército.

Walter Braga Netto – Ex-ministro da Defesa, que segundo a PF teria chefiado um gabinete de crise para realizar novas eleições e da construção do plano golpista.

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