Iran diz que pré-candidatura ao Senado será “pedagógica” para enfrentamento das forças conservadoras

Iran Barbosa

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta sexta-feira, 29, o vereador e pré-candidato ao Senado em 2026, Iran Barbosa (PSOL), revelou os motivos pelos quais o partido decidiu pela disposição do seu nome na disputa eleitoral do próximo ano.

Para ele, a decisão foi baseada na formação de uma chapa capaz de enfrentar o conservadorismo e garantir que o partido alcance espaços onde seja possível realizar a defesa da classe trabalhadora.

“Essa estratégia tem uma análise não eleitoral do nosso partido, tomou o grupo de trabalho eleitoral e visa fortalecer o avanço do enfrentamento às forças conservadoras aqui no nosso país, visa garantir espaços para que as pautas vinculadas à classe trabalhadora, às minorias sociais, vinculadas aos direitos humanos, vinculada à defesa da democracia, da soberania nacional, possam ganhar mais espaço, possam ganhar mais defensores lá no Legislativo Nacional […] E é também uma tática para que essa aqui em nível local, avançar na unidade da esquerda, no diálogo entre os partidos de esquerda, para que nós possamos também ter alternativas aos projetos, aos projetos que estão em andamento aqui”, explicou.

Além de projetar o nome de Iran ao Senado, o partido também definiu como prioridade a reeleição da deputada estadual Linda Brasil (PSOL).

“O grupo de trabalho eleitoral definiu como prioridade também a reeleição da qual deputada Linda Brasil, em busca da construção de um cenário em que nós possamos ampliar a nossa, os nossos assentos lá na Assembleia, para que possamos, enfim, dar conta desse projeto que é a agirmos, que temos no nosso país, enfrentar as mudanças que temos em Sergipe e garantir avanços de conquistas para o nosso povo”, destacou.

Ainda na entrevista, o vereador foi questionado sobre as estratégias e táticas que serão adotadas para o enfrentamento direto com a direita, assim como sobre como ele vislumbra a disputa com nomes colocados no campo da direita.

“Eu vislumbro um momento de disputa eleitoral firmada na disputa de dois blocos que são diametralmente opostos. Os quatro que você citou aí representam exatamente a antítese das bandeiras que eu aqui disse que estarei durante a eleição, tenho estado durante a minha vida e o pessoal tem buscado construir, são as bandeiras progressistas. Esse grupo que estará disputando a eleição num outro campo, que é o campo conservador. O campo da direita representa a antítese de tudo isso e a eleição é um momento pedagógico e democrático em que a gente faz essa disputa e que o povo que tem a soberania do poder realmente tem a oportunidade de se manifestar e de tomar decisões.[…] O grande problema é que é o seguinte, a direita precisa se convencer que a tomada de decisão do povo num processo democrático é preciso respeitar essa decisão. O que nós temos assistido é que setores da direita têm o tempo inteiro questionado a legitimidade da manifestação popular através do voto. […] A eleição para mim é também um momento pedagógico, é um momento de discutir ideias”, finaliza.

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