Diante da polêmica sobre a catraca dupla no transporte público da Grande Aracaju, o Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) informou nesta segunda-feira, 27, por meio de nota que continua acompanhando de perto os resultados da medida de segurança implementada em 2023, com a instalação das catracas duplas em linhas de ônibus com maior ocorrência de pulos de catraca e arrastões (assaltos a passageiros).
Ainda de acordo com a nota do Setransp, as empresas de transporte público e a SMTT têm trabalhado juntas na busca por alternativas para ajustar as catracas às necessidades dos passageiros. Com base em experiências bem-sucedidas de outras cidades, como Maceió, a medida tem sido aperfeiçoada. Nos últimos dias, estudos e testes foram realizados para modificar as dimensões das catracas, com o intuito de equilibrar a segurança e a mobilidade dos usuários.
“A segurança das pessoas é nossa principal preocupação. Embora pular a catraca seja crime e impacte diretamente o custo do serviço de transporte, nosso foco é garantir a proteção de todos”, destacou a nota do Setransp. A medida tem mostrado resultados positivos: nas linhas onde as catracas duplas foram implantadas, as ocorrências de pulos e arrastões caíram quase 100%, evidenciando a eficácia da ação na redução da criminalidade.
A polêmica ganhou força após passageiros alegam que estão encontrando dificuldades para passar pelas catracas, principalmente pessoas com crianças, obesas ou que carregam objetos grandes.
Prejuízos
Um levantamento divulgado na última sexta-feira, 24, pelo Setransp apontou que o crime de pulo de catraca gerou prejuízos financeiros de R$ 1,5 milhão às empresas que operam no sistema, além de representar um sério risco à segurança de motoristas e passageiros. A prática ainda afeta a operação do sistema de transporte público, comprometendo tanto o equilíbrio financeiro das empresas quanto o serviço prestado aos usuários. Em Aracaju, a instalação das catracas duplas em áreas de maior incidência de crimes, como Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, resultou em uma queda de 90% nas ocorrências de pulo de catraca, além de contribuir para a redução de assaltos e arrastões.








