O Ministério da Igualdade Racial solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro que investiguem, como racismo, imagens de um homem negro conduzido acorrentado por um apoiador do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante ato de campanha, no sábado, 24, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense. O ministério classificou a cena como “inaceitável” e disse que ela remete à escravidão no Brasil.
As imagens, que circularam nas redes sociais, mostram um homem branco, vestido de verde e amarelo, puxando outro homem, negro, preso por correntes. O homem acorrentado usava itens em alusão ao PT, entre eles um tridente, e o apoiador gritava insultos ao presidente Lula (PT). O episódio ocorreu no “Bloco do 22”, ato que encerrou a campanha de Flávio na orla e reuniu milhares de pessoas.
Em ofício enviado aos órgãos, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, afirmou que as imagens publicadas não deixam dúvida de que houve crime e pediu providências para avançar na investigação criminal. O documento foi dirigido ao ministro da Justiça, Wellinton Silva, e ao procurador regional eleitoral no Rio, Flávio Moura. A Constituição classifica o racismo como crime inafiançável, e a Lei do Racismo prevê pena de reclusão e multa.
Em vídeo publicado depois, o apoiador de Flávio disse que a cena era uma sátira e que o homem acorrentado é seu amigo. Os dois aparecem juntos na gravação. Não há, nas informações divulgadas, relato do homem acorrentado, manifestação dos organizadores do ato nem posicionamento da campanha de Flávio Bolsonaro.








