Em entrevista ao Jornal da Fan desta terça-feira, 27, o vereador Eliel Felipe detalhou os fatos que ocasionaram a suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Nossa Senhora do Socorro para o biênio 2027/2028, prevista para ocorrer na manhã de hoje. A decisão que barrou o pleito foi determinada pela 2ª Vara Cível de Socorro.
O vereador explicou que a iniciativa de recorrer à Justiça ocorreu após identificar falhas na transparência do processo e o descumprimento do Regimento Interno da Casa. “No último sábado, eu fui fazer uma pesquisa através dos meios oficiais na minha intenção de divulgação da pretensa chapa que iria disputar a eleição. A gente sabe que existia uma chapa encabeçada pelo vereador Lalo e eu fui no site da prefeitura buscar qual era a composição desta chapa. A gente ouvia nos bastidores que havia algumas divergências em relação a composição, entramos no site da prefeitura e eu não a localizei”, disse Eliel, lembrando que o prazo limite para a divulgação era a última sexta-feira, 23.
Diante da ausência das informações, o parlamentar informou ter entrado em contato com o atual presidente do Legislativo municipal, vereador Betinho, e com o próprio vereador Lalo solicitando a publicação oficial do documento. “Por entender que se trata de um documento e de uma informação pública, eu, enquanto vereador, precisava analisar quem eram os componentes para tomar uma decisão fundamentada em relação ao meu voto”, defendeu Eliel.
Eliel Felipe também apontou que o processo eleitoral acumulou outros vícios formais que comprometeram a legalidade da convocação.
“Fui pesquisar se a condução daquela eleição preenchia os requisitos regimentais. O artigo 20 do nosso Regimento Interno prevê a publicação do edital e a inscrição dentro do prazo de 72 horas, mas identifiquei outras irregularidades, a exemplo da ausência de publicação do edital de convocação no Diário Oficial. Além disso, a Câmara de Socorro não conta com um sistema de protocolo eletrônico; o recebimento de documentos é feito de forma manuscrita, o que abre margem para alterações”, relatou o parlamentar.
Com base nas inconsistências apuradas, o vereador impetrou um mandado de segurança apontando violação aos princípios constitucionais da publicidade e da transparência.
“Nada contra quem quer que seja. O meu objetivo naquele momento foi cobrar transparência e saber, de fato, quem eram os componentes que iriam disputar a gestão da Casa”, concluiu Eliel Felipe.







