Emília Corrêa volta a lamentar rejeição da cessão de André David: “Me cabe agora respeitar”

Foto: Larissa Prado/Fan F1

Em entrevista ao Portal Fan F1, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), afirmou neste domingo, 25, que não pretende fazer um novo pedido para cessão de André David à administração municipal.

“Não me cabe mais uma vez pedir, porque eu pedi a primeira vez, foi negado, pedi a segunda vez, foi negado. Me cabe agora respeitar, até porque ele é o governador”, declarou Emília, ao ser questionada sobre a possibilidade de retomar o diálogo com o chefe do Executivo estadual.

Apesar de afirmar que respeita a decisão, a prefeita voltou a discordar da negativa de cessão do delegado. Para ela, o trabalho desenvolvido por André David na capital tem impacto direto nos resultados da segurança pública de todo o estado.

“Se a gente quer tratar de segurança no estado de Sergipe, a segurança do estado de Sergipe passa por Aracaju. Os índices de bons resultados da segurança passam por Aracaju”, afirmou.

Emília também aproveitou para elogiar a atuação de André David à frente da segurança municipal e disse que sua permanência na estrutura da Prefeitura poderia contribuir para ampliar os resultados positivos na capital.

“André David fez um trabalho de excelência em Aracaju, gerou uma sensação de segurança nos cidadãos, nos idosos. Então, quando a gente elimina isso e leva um André David para um núcleo de uma delegacia que é menor do que um município, a gente não está contribuindo com a segurança do estado de Sergipe”, declarou.

Ao encerrar sua fala, Emília lamentou a decisão e voltou a defender a integração entre os governos estadual e municipal como parte do enfrentamento aos desafios da segurança pública.

Relembre as declarações

Na última quinta-feira, 22, Fábio Mitidieri afirmou que não pretende reavaliar a decisão de ceder André David para atuar na Prefeitura de Aracaju. Ao ser questionado, o governador classificou a situação como “assunto superado”.

A decisão também foi comentada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy, que negou motivação política para a não liberação do delegado. Segundo ele, a Polícia Civil também enfrenta déficit de profissionais, o que exige a recomposição do efetivo nas unidades policiais.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *