Em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, nesta terça-feira, 20, o ex-deputado federal e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo (PT), afirmou que Sergipe pode ser um dos estados mais prejudicados do Brasil com uma possível eleição de Flávio Bolsonaro (PL).
“Se esse cara ganhar, que ele não vai ganhar, os investimentos de Sergipe vão ser interrompidos, não tenha dúvida disso. Sergipe descobriu a maior reserva de gás natural do Brasil, é maior do que a Bolívia. Então, esses investimentos são fundamentais para hoje e para o futuro de Sergipe. Eu estava lá no Governo Federal, eu vi a importância de ter lá um ministro para trazer os recursos para cá, e eu vi o compromisso do presidente Lula com o Estado de Sergipe. Então, com certeza, a vitória do Lula é fundamental para o nosso Estado. Talvez, se acontecesse, que não vai acontecer, de uma derrota do Lula, um dos estados mais prejudicados do Brasil seja Sergipe”, afirmou.
Comentando sobre seu futuro político e o cenário do segundo turno presidencial que será realizado no próximo domingo, 25, Márcio afirmou ter foco na reeleição do petista, o que classificou como um “divisor de águas”.
“Eu estou concentrado na eleição do Lula, porque eu acho que é um divisor de águas. Aqui não se trata de uma eleição apenas. Não é mais uma eleição apenas. É o destino do Brasil. É o destino da democracia. No Brasil e no mundo. O Brasil é mais importante do que a gente imagina para o mundo”, disse ele.
Durante a entrevista, Márcio Macedo citou a paralisação de obras federais em Sergipe durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e disse que os investimentos no estado correm risco. Ele também expressou confiança na ampliação do eleitorado do presidente Lula no estado.
“Eu lembro do governo do Bolsonaro. Todas as obras aqui federais em Sergipe foram paradas. BR-101, Minha Casa Minha Vida, todas. Se Flávio Bolsonaro ganhar, corre risco os investimentos aqui. É porque ele não vai ganhar, que eu acredito muito no povo brasileiro e o povo sergipano vai ajudar a gente a aumentar a diferença. Nós tivemos 63% dos votos aqui, e a nossa meta é ter 70%, vamos trabalhar para isso, e o povo sergipano que eu estou vendo nas ruas vai aumentar a diferença de Lula aqui em relação a Flávio Bolsonaro”, completou.
Como exemplo, o ministro citou a paralisação das atividades da Petrobras no estado na gestão de Jair Bolsonaro e as consequências desse movimento.
“Eles queriam privatizar a Petrobras, desmonto. Sergipe é um exemplo disso, desmontou a Petrobras toda aqui. Nós temos as consequências econômicas disso. E diversos sergipanos foram mandados para o Brasil inteiro, que nós estamos repatriando, trazendo de volta para cá. Então, essa turma do Bolsonaro destruiu o Brasil”, finalizou.







