Foi realizada nesta sexta-feira, 16, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, mais uma audiência de instrução do processo que apura a morte da empresária e advogada Flávia Barros, de 38 anos. O réu é o policial penal Tiago Sóstenes, acusado de feminicídio.
Foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. Em razão do horário, após quase oito horas de audiência, a sessão foi suspensa. Uma nova data será designada para a oitiva dos peritos responsáveis pelos laudos oficiais que constam no processo.
Flávia foi morta em 22 de março, em um hotel na Zona Sul da capital sergipana. O Ministério Público de Sergipe (MPSE) denunciou Tiago Sóstenes, que era namorado da vítima, em maio. A denúncia foi aceita pela Justiça, e ele se tornou réu.
Defesa do réu
A advogada Priscila Mendes, que representa Tiago Sóstenes, afirmou que a defesa busca acesso à íntegra das provas do processo, incluindo todas as câmeras do local e todas as mensagens que mostrem o contexto.
“Nós não queremos recortes de mensagem, nós não queremos apenas câmeras isoladas, nós queremos todas as câmeras do ambiente, nós queremos todas as mensagens que mostram o contexto. E este tem sido o pedido da defesa”, disse.
Família da vítima
O advogado Reinan Santos do Carmo, que representa a família de Flávia, afirmou que os depoimentos confirmaram o que foi apurado pela polícia e apresentado pelo Ministério Público na denúncia.
“A família de Flávia Barros aguarda ansiosamente pela continuidade da celeridade do processo e que Tiago seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri e seja condenado nos termos da denúncia pelo feminicídio que ceifou covardemente a vida da jovem empresária Flávia Barros”, declarou.







