Os resultados do primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo, 4, definiram os candidatos a deputado federal mais votados do país. Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou a disputa, com 3.119.318 votos, seguido por Lucas Pavanato (PL-SP), que recebeu 3.038.438. Os dois ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos e ficaram à frente dos demais candidatos.
Entre os nomes do PSOL, Erika Hilton (SP) obteve 1.596.472 votos, enquanto Sâmia Bomfim (SP) recebeu 583.107. Já André Fernandes (PL-CE) ficou na quarta colocação, com 684.372 votos, seguido por Sâmia.
O levantamento com os 50 candidatos mais votados mostra a presença expressiva de nomes do PL entre os primeiros colocados. O partido aparece com 14 representantes na lista. PSOL e PT têm, respectivamente, oito e quatro nomes entre os 50 mais votados.
Veja os 50 deputados federais mais votados
- Nikolas Ferreira (PL-MG) – 3.119.318 votos
- Lucas Pavanato (PL-SP) – 3.038.438 votos
- Erika Hilton (PSOL-SP) – 1.596.472 votos
- André Fernandes (PL-CE) – 684.372 votos
- Sâmia Bomfim (PSOL-SP) – 583.107 votos
- Julia Zanatta (PL-SC) – 560.223 votos
- Ana Elisa (PT-MG) – 524.219 votos
- Kim Kataguiri (Missão-SP) – 520.071 votos
- Tabata Amaral (PSB-SP) – 476.383 votos
- Jeffrey Chiquini (Novo-PR) – 425.399 votos
- Lucas Polese (PL-ES) – 419.735 votos
- Delegado Caveira (PL-PA) – 414.927 votos
- Maurício Marcon (PL-RS) – 379.834 votos
- Renato Bolsonaro (PL-SP) – 379.312 votos
- Sargento Nantes (PP-SP) – 333.401 votos
- Jader Filho (MDB-PA) – 326.617 votos
- Delegado Palumbo (PODE-SP) – 303.271 votos
- Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – 280.262 votos
- Guilherme Cortez (PSOL-SP) – 275.450 votos
- Dra. Alessandra Haber (PODE-PA) – 272.856 votos
- Mauricio Neves (PP-SP) – 269.996 votos
- Guilherme Kilter (Novo-PR) – 269.832 votos
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB) – 267.142 votos
- Tainah Marinho (PSB-CE) – 265.585 votos
- Pedro Campos (PSB-PE) – 261.555 votos
- Marcio Alvino (PL-SP) – 261.325 votos
- Yury do Paredão (MDB-CE) – 261.291 votos
- Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) – 253.778 votos
- Jones Manoel (PSOL-PE) – 249.077 votos
- Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) – 248.147 votos
- Ana Carolina Oliveira (PODE-SP) – 246.741 votos
- Sargento Fahur (PL-PR) – 242.643 votos
- Baleia Rossi (MDB-SP) – 239.124 votos
- Giordanna Mano (PRD-CE) – 235.848 votos
- Georgiano (PSD-PI) – 234.254 votos
- Giovani Cherini (PL-RS) – 234.171 votos
- Luna Zarattini (PT-SP) – 233.733 votos
- Marina Helena (Novo-SP) – 230.866 votos
- Duda Salabert (PSOL-MG) – 229.535 votos
- Fábio Felix (PSOL-DF) – 224.224 votos
- Rony Gabriel (PODE-RS) – 223.643 votos
- Delegado Bruno Lima (PODE-SP) – 217.952 votos
- Alceu Moreira (MDB-RS) – 217.208 votos
- Natália Bonavides (PT-RN) – 215.509 votos
- Reginaldo Lopes (PT-MG) – 215.192 votos
- Dr. Luizinho (PP-RJ) – 213.904 votos
- Rosana Valle (PL-SP) – 213.752 votos
- Júnior Ferrari (PSD-PA) – 213.645 votos
- Sargento Salazar (PL-AM) – 212.948 votos
- Bruno Peixoto (União-GO) – 207.899 votos
Votação e perfil do eleitor jovem
A votação de Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato também foi analisada sob a perspectiva do comportamento do eleitorado jovem. Para Yuri Sanches, head de análise política da Atlas/Intel, pesquisas realizadas pela instituição nos últimos meses indicaram uma tendência mais conservadora entre jovens que estão ingressando na vida política.
“Pesquisas que a gente fez há menos de um ano atrás indicam justamente que o perfil do jovem que está entrando na vida política é um jovem que tem um perfil de tendência mais conservadora”, afirmou Sanches em entrevista ao WW, da CNN Brasil neste domingo, 4.
Segundo o analista, esse comportamento também influencia a forma como os políticos se comunicam com esse público e quais candidaturas conseguem maior identificação entre os jovens.
Sanches citou ainda Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, como outro nome associado a esse segmento do eleitorado. Na avaliação dele, a percepção sobre uma mudança no perfil dos jovens também contribuiu para mobilizações, ainda no início do ano, de nomes ligados ao bolsonarismo, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), em ações para estimular a participação dos jovens nas eleições.
O analista ressaltou, porém, que a tendência conservadora identificada entre os jovens não necessariamente representa uma identificação direta com o bolsonarismo. Segundo ele, há também um componente de rejeição ao sistema político e às opções tradicionais.
*Com informações da CNN Brasil








