PF vê elementos e decide abrir inquérito sobre ataques a imagens religiosas

A Polícia Federal (PF) decidiu abrir inquérito sobre ataques a imagens religiosas após o pedido do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). A instauração deve ser nesta quarta-feira, 30, à tarde após análise inicial da corporação encontrar elementos para o caso. O caso ficará sob o comando da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor).

O ministro Flávio Dino cita uma série de notícias entre março e setembro deste ano que, segundo ele, demonstram uma “onda de ataques” contra imagens religiosas por todo o país. Há relatos de vandalismo e quebra de imagens de diferentes santos católicos e de orixás da Umbanda.

Segundo o ministro, as notícias mostram indícios de crimes variados, como “ultraje a culto”, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.

Com isso, Dino determinou que o caso seja enviado para a Procuradoria-Geral da República e para a PF de forma que os órgãos iniciem a instauração de um inquérito policial.

O ministro afirma que a atuação da PF nesse caso se faz necessária por causa da “repercussão interestadual” dos ataques e a necessidade de uma “repressão uniforme”.

A decisão se dá no mesmo dia em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a analisar se mantém a decisão do ministro André Mendonça sobre a remoção de uma série de publicações com a informação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) ou familiares teriam articulado a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

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