A equipe econômica do governo federal negou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste do Bolsa Família tenha qualquer relação com as eleições de 2026. O anúncio foi feito a apenas 17 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, em um cenário de disputa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas pesquisas.
Com a medida, que passa a valer em outubro, o piso do programa saltará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777, beneficiando 19,3 milhões de famílias em todo o país. O reajuste representa um acréscimo de 15,04%.
Questionado sobre a mudança de postura, uma vez que a proposta de orçamento enviada ao Congresso no fim de agosto não previa aumento nos valores, o Ministério do Planejamento argumentou que a decisão foi tomada após o surgimento de novas informações técnicas que integrarão o relatório orçamentário do final de setembro.








