De acordo com relatório da Polícia Federal (PF), um grupo ligado Daniel Vorcaro utilizava logins funcionais de servidores do Ministério Público Federal (MPF) para acessar processos e informações sigilosas. Esse relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, obtinha informações de sistemas internos e encaminhava os resultados das consultas a Vorcaro. Parte dos documentos acessados estava protegida por sigilo.
Em junho de 2024, Mourão enviou uma lista com nomes de pessoas e empresas e informou que Vorcaro poderia acrescentar outros para localizar procedimentos sigilosos.
A Polícia Federal também identificou uma busca realizada com o CPF de Vorcaro. A consulta encontrou 15 procedimentos relacionados ao ex-banqueiro, dos quais 11 estavam sob sigilo. O acesso ficou registrado no login funcional de um servidor do Ministério Público.
A PF indica que credenciais de diferentes servidores aparecem relacionadas às consultas. Os investigadores, porém, ainda buscam esclarecer se os próprios funcionários realizaram as pesquisas, se forneceram voluntariamente seus acessos ou se as contas foram utilizadas sem conhecimento dos titulares.








