O ministro Alexandre de Moraes enviou nesta sexta-feira, 11, um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, citando uma “escolha seletiva” do ministro André Mendonça ao retirar o sigilo de investigações ligadas ao Banco Master.
Segundo Moraes, Mendonça, a quem classificou como “diretamente interessado no julgamento”, liberou apenas 15 procedimentos de forma parcial, mantendo em segredo 180 peças e documentos digitais.
Diante disso, Moraes pediu a queda imediata de todo o sigilo, a checagem da quantidade exata de processos pela TI do tribunal e o julgamento conjunto de duas ações.
Ele criticou o fato de a Corte pautar apenas a petição sobre as mensagens entre ele e o empresário Daniel Vorcaro, deixando de fora o processo com relatórios da Polícia Federal que acusam Mendonça de irregularidades. O STF deve analisar a situação de Moraes na próxima terça-feira, 15.
Segundo Moraes, Mendonça cometeu abusos nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero”, incluindo a condução irregular de delações, quebra de custódia e o direcionamento político de alvos, como o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre.
O conflito começou após Mendonça atender a um pedido de Fachin na quinta-feira, 10, e liberar parte das apurações sobre o Banco Master e Vorcaro.
André Mendonça, no entanto, manteve em segredo investigações sobre o senador Jaques Wagner e sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro que envolve conversas de Vorcaro com o senador Flávio Bolsonaro.








