Em entrevista veiculada ao Jornal da Fan desta sexta-feira, 11, o candidato ao Governo de Sergipe pelo PSOL, Helton Monteiro, comentou sobre a sua participação na sabatina realizada pelo Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco) e detalhou propostas para a gestão fiscal e o desenvolvimento econômico do estado. O postulante criticou a ausência de adversários políticos em momentos de debate público e questionou os índices oficiais divulgados pela atual administração estadual.
“Extremamente importante que os candidatos ao governo, eles se predisponham a vir dialogar com os sindicatos, com a sociedade, inclusive, acho uma falta de consideração inclusive com a sociedade quando eles não se comprometem a participar de debates. Por exemplo, nós fizemos um diagnóstico do que está posto hoje em Sergipe e muitos dos dados que o governo de Sergipe coloca são fantasiosos ou se pega apenas a um dado positivo e coloca esse dado como sendo um marco da gestão. E, na verdade, nós temos sérios problemas em Sergipe que precisam ser combatidos e nós queremos debater com a sociedade, com a participação de todos, justamente para mostrar quem tem projeto de verdade para transformar a vida das pessoas”, afirmou.
Ao abordar a condução das contas públicas e o relacionamento com a categoria dos auditores fiscais, Helton defendeu o fortalecimento da autonomia técnica na administração tributária e a eliminação de interferências políticas no setor arrecadador, como também destacou a necessidade de reaver créditos tributários do estado.
“Extremamente importante que nós discutamos com a sociedade a lei orgânica da administração tributária. Maior transparência, maior autonomia e, claro, sem gerência política na fazenda sergipana. Dessa forma, dialogando permanentemente com o sindicato, com os auditores, a gente vai discutir. Inclusive, a gente tem que dizer que em Sergipe nós temos dívidas bilionárias acumuladas. A gente precisa tratar disso também enquanto tem gente passando fome, empresas que são riquíssimas devendo à sociedade, devendo ao povo sergipano e ao governo”, declarou.
Questionado sobre a implementação da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional e o planejamento para a economia sergipana a partir do próximo ciclo governamental, o candidato do PSOL salientou que o estado receberá aportes decorrentes de grandes projetos energéticos, como o Sergipe Águas Profundas, mas ressaltou que a destinação dos recursos deve passar por deliberação popular.
“Para a gente é extremamente importante que a gente comece primeiro a dar valor a quem está auditando, a quem está fiscalizando. Segundo ponto que é importante, até 2030, que vão ser colocadas essas medidas, o Sergipe também vai ter aporte financeiro no que diz respeito ao Sergipe Águas Profundas, que a gente sabe que vai vir mais dinheiro para o Estado. E a gente precisa discutir com a sociedade de que forma esses investimentos virão ao nosso Estado. Por exemplo, fala em desenvolvimento, desenvolvimento para quem? Geração de emprego para quem? Que comunidades vão ser atingidas com esse desenvolvimento do nosso Estado? Então, o nosso governo vai ser diferente, não vai ser Elton que fez, seremos nós que faremos que nós temos gestão democrática e orçamento participativo, é assim que se governa, é assim que nós faremos”, pontuou.







