Após o Ministério da Saúde identificar 97 perfis que divulgavam informações falsas, incluindo promessas de cura e tratamentos científicos sem comprovação científica com uso de médicos criados por inteligência artificial no Youtube, a Advogacia Geral da União (AGU) notificou o Google para que tornasse essas produções indisponíveis.
A AGU enviou a notificação na última sexta-feira, 4, e deu um prazo de 72 horas para a empresa estadunidense. Caso não tornasse indisponível, o vídeo deveria ter alguma sinalização e contextualização que deixassem clara a natureza artificial dos personagens. O Google informou nesta quarta-feira, 9, que não comentaria o caso.
O levamento feito pelo Ministério da saúde investigou materiais publicados entre 1º de janeiro e 10 de julho. Os dados colhidos foram encaminhados para à Polícia Federal e para o Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com a pasta, os vídeos apresentam avatares similares à aparência humana como médicos ou especialistas e atribuiam a eles qualificações profissionais inexistentes.
A maior parte dos perfis tem como alvo especialmente a população idosa. Em alguns casos, a suposta autoridade médica é usada para promover produtos, livros digitais e serviços pagos.








