O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou nesta quinta-feira, 3, a sua saída da sociedade do Instituto Iter, centro de ensino jurídico e aperfeiçoamento pessoal fundado pelo próprio magistrado. A decisão de deixar a instituição ocorre após o surgimento de questionamentos públicos sobre contratos firmados pela entidade com o setor público nos últimos anos.
Por meio de nota oficial, o ministro esclareceu que realizou a cessão integral de suas cotas e das cotas pertencentes à sua esposa, sem o recebimento de qualquer contrapartida financeira.
“As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais”, pontuou o magistrado no comunicado.
Mendonça ressaltou ainda que “jamais auferiu lucro do instituto” e que a definição pelo desligamento foi alinhada em conversa com o presidente da entidade, Victor Godoy. O ministro informou que continuará colaborando com a instituição exclusivamente na condição de professor.
A controvérsia em torno do instituto ganhou repercussão nos bastidores de Brasília após o ministro solicitar o envio ao Plenário do STF de um relatório da Polícia Federal que cita interlocuções envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A partir do episódio, críticos ao posicionamento do magistrado passaram a apontar contratos celebrados pela escola de ensino com a administração pública, fator que motivou o ato de renúncia acionária por parte de Mendonça.
*Com informações da CNN








