Sergipe cria 1.095 empregos formais em julho e tem terceira maior geração de vagas desde 2020, aponta Caged

Carteira de Trabalho Digiral

Sergipe fechou julho de 2026 com saldo positivo de 1.095 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira, 28. Foram 13.362 admissões e 12.267 desligamentos no mês.

O resultado representa uma forte recuperação em relação a julho de 2025, quando o estado havia registrado saldo de apenas 91 vagas. Na comparação entre os dois períodos, o saldo de julho de 2026 é 1.004 postos maior.

Com o resultado, Sergipe chegou a 353.117 empregos formais no estoque, o maior número registrado para o mês de julho desde o início da série do Novo Caged, em 2020.

Terceiro maior saldo da série

Considerando os dados de julho de 2020 a 2026, o resultado de 2026 aparece como o terceiro maior saldo de empregos formais registrado no estado.

Em julho de 2020, Sergipe teve saldo negativo de 1.035 postos. No ano seguinte, o estado registrou o melhor resultado da série, com 1.587 vagas criadas. Depois, foram 867 em 2022, 519 em 2023, 1.257 em 2024, apenas 91 em 2025 e, agora, 1.095 em 2026.

AnoAdmissõesDesligamentosSaldoEstoque
20205.0486.083-1.035263.660
20217.9856.398+1.587278.178
20229.6268.759+867294.182
20239.4858.966+519305.236
202410.8679.610+1.257322.348
202512.41012.319+91338.123
202613.36212.267+1.095353.117

O número de admissões em julho de 2026, de 13.362, é o maior da série analisada. Também houve crescimento de 38,9% nas contratações em relação a julho de 2022, quando foram registradas 9.626 admissões.

Já o estoque de empregos formais passou de 263.660 em julho de 2020 para 353.117 em julho de 2026, um aumento de aproximadamente 34%.

Serviços lideram geração de empregos

Entre os setores da economia, Serviços apresentou o maior saldo positivo em julho, com 607 novas vagas. Foram 5.912 admissões e 5.305 desligamentos. O estoque do setor chegou a 171.761 postos.

A Construção teve o segundo melhor resultado, com 348 vagas, resultado de 2.250 contratações e 1.902 desligamentos. O estoque ficou em 35.036 empregos.

Na Indústria, o saldo foi de 157 postos, com 1.826 admissões e 1.669 desligamentos. O setor alcançou estoque de 54.579 empregos.

O Comércio registrou saldo positivo de 35 vagas, com 3.132 admissões e 3.097 desligamentos. O estoque chegou a 81.267 postos.

A Agropecuária foi o único dos grandes setores com saldo negativo em Sergipe. Foram 242 admissões e 292 desligamentos, resultando na perda de 50 postos. O estoque ficou em 10.477 empregos.

Cenário nacional

No Brasil, foram criados 58.568 empregos formais em julho, o pior resultado para o mês desde 2020. O desempenho foi pressionado pelo comércio varejista, que registrou saldo negativo no período.

Um dos fatores que contribuíram para o cenário do setor foi o movimento da Casas Bahia, que passou por demissões e fechamento de lojas após o pedido de recuperação judicial.

Entenda a série do Novo Caged

O Novo Caged é utilizado pelo Ministério do Trabalho para produzir estatísticas sobre o emprego formal a partir de informações do eSocial, Caged e Empregador Web. A mudança na forma de captação ocorreu a partir de 2020, quando parte das empresas passou a enviar informações pelo eSocial.

Em 2021, o Ministério também atualizou a metodologia de consolidação das informações dos três sistemas, com o objetivo de captar um número maior de movimentações e aperfeiçoar as estatísticas do mercado de trabalho formal. A atualização passou a valer a partir da competência de outubro daquele ano.

Por isso, os dados apresentados nesta comparação correspondem à série do Novo Caged, iniciada em 2020 na metodologia atualmente utilizada pelo Ministério do Trabalho.

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