Dois sergipanos estão entre um grupo de 23 brasileiros vítimas de uma rede internacional de tráfico humano e trabalho escravo cibernético. Os aracajuanos têm 25 e 26 anos e foram para o Camboja, no Sudeste Asiático, com falsas promessas de empregos com altos salários.
No entanto, os brasileiros viraram vítimas de uma máfia. O caso está sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Ministério das Relações Exteriores. Uma das vítimas sergipanas teria ido para o país asiático com a promessa de trabalhar como segurança. Contudo, ele e os demais foram submetidos a rotinas de 18 horas diárias de trabalho, forçados a aplicar golpes por telefone contra brasileiros.

O grupo chegou a ser levado para Madagascar, na África, após uma operação policial no Camboja identificar a atuação da rede criminosa. No país africano, eles conseguiram fugir e foram abrigados por uma ONG que atende vítimas de tráfico humano.
O Itamaraty afirma estar ciente do caso e diz prestar assistência. O órgão informa que mantém interlocução com as autoridades locais e com a Interpol, por meio da Embaixada do Brasil em Maputo, capital de Moçambique, responsável pelo atendimento em Madagascar.








