O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira, 22, que os protestos não organizados por sindicatos “serão proibidos” no sábado, 24.
O país vive uma onda de protestos descentralizados contra o governo francês, o que resultou em toques de recolher noturnos e confrontos massivos com as forças de segurança. As autoridades tentam restabelecer a calma após manifestações no último fim de semana evoluírem para os piores distúrbios no país em décadas.
“Qualquer pedido para realizar manifestações ou reuniões — especialmente aqueles feitos por indivíduos ou grupos sem legitimidade para isso — será proibido”, afirmou Macron após presidir uma reunião do conselho de segurança com a participação de ministros e serviços de inteligência. “Este não é o momento; nossa prioridade é o retorno à calma.”
Caso os sindicatos apresentem pedidos para realizar protestos, as autoridades irão analisá-los, mas oferecerão trajetos alternativos “para proteger os centros de nossas cidades — especificamente nossos estabelecimentos comerciais e edifícios públicos”, acrescentou Macron.
O principal sindicato estudantil da França, a UNEF, convocou novas manifestações para sábado, enquanto a CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, afirmou que participará dos protestos.
As autoridades francesas prometeram uma presença policial “maciça” nas ruas e impuseram toques de recolher localizados em algumas cidades ao longo desta semana, após enfrentarem críticas por não terem previsto a dimensão da violência no fim de semana passado.
*Com informações da CNN







