Exclusivo: Tiago Sóstenes não participará de audiências do caso Flávia Barros, afirma advogado da família da vítima

A defesa da família da empresária Flávia Barros revelou, com exclusividade ao Jornal da Fan, na manhã desta sexta-feira, 16, que o policial penal Tiago Sóstenes não participará das audiências do processo, nem presencialmente nem por videoconferência.

Flávia Barros, de 38 anos, foi assassinada em um hotel na Zona Sul de Aracaju , no dia 22 de março. O crime foi cometido pelo policial penal Tiago Sóstenes, namorado da vítima na época.

Nesta sexta-feira, está prevista a realização de uma audiência no Fórum Gumersindo Bessa, na capital, para ouvir testemunhas de acusação. A primeira audiência do processo ocorreu em agosto.

Segundo o advogado Lincoln Rocha, que representa a família da vítima, na véspera da audiência desta sexta-feira, a defesa do policial penal impetrou um habeas corpus solicitando o adiamento da sessão, sem apresentar, segundo ele, um motivo plausível ou justificável.

O advogado também informou que a defesa do réu solicitou autorização judicial para que ele não acompanhe as audiências, o que a defesa classificou como uma “postura totalmente atípica”.

“A defesa do Tiago peticionou no processo, pedindo autorização judicial para o Tiago não participar de maneira nenhuma da audiência, nem presencialmente, nem sequer por videoconferência. O Tiago Sóstenes está abrindo mão de acompanhar a audiência de instrução do seu caso, está abrindo mão da sua autodefesa. Então, a juíza, por ser um direito do acusado, a juíza acolheu esse pleito da defesa e hoje nós não teremos a participação do Tiago, nem presencialmente, nem por videoconferência”, afirmou.

Durante a entrevista, Lincoln Rocha avaliou que o julgamento de Tiago Sóstenes não deve ocorrer ainda neste ano, devido à complexidade do caso.

Atualmente, o processo está na primeira fase, destinada à produção de provas e à oitiva das testemunhas de acusação e defesa. Ao final dessa etapa, a magistrada decidirá se o réu será encaminhado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

“A gente acredita que não terá o julgamento esse ano ainda, porque nós estamos diante de um caso de feminicídio e nós temos um procedimento um pouco mais longo do que os crimes comuns, […] então por conta da complexidade do procedimento do Júri, nós não teremos condições em tempo hábil de ter esse julgamento”, explicou o advogado.

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