Marcos Santana comenta possibilidade de assumir vaga na Câmara

Em entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta quarta-feira, 14, o ex-candidato a deputado federal Marcos Santana comentou a possibilidade de assumir a vaga de Cláudio Mitidieri (PSB) na Câmara dos Deputados. Ele afirmou que, caso assuma o mandato, pretende atuar na defesa da diversidade de ideias e do respeito às divergências políticas.

A possibilidade surgiu após rumores de que Claudio Mitidieri seguiria à frente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o que abriria espaço para a convocação do suplente Marcos Santana, mais votado da legenda.

Segundo Marcos, a decisão ainda precisa ser discutida com o governador Fábio Mitidieri.

“Ele ligou para mim na segunda feira, logo após a eleição, para parabenizar pela minha votação, agradecer pelo trabalho que fizemos em São Cristóvão e aí, na conversa, sem nenhum tipo de compromisso ele disse, ‘Marcos, ele chama Cláudio de gordinho, já falei com o gordinho que vou precisar dele aqui’. É só o que ele falou comigo, então não houve nenhuma discussão, nenhum debate, nenhum tipo de condicionamento de como será a minha assunção se vier a acontecer, se serei um deputado pleno do ponto de vista de acesso a emendas, a estrutura, ou seja, eu vejo isso com muita tranquilidade, em momento algum isso mudou a minha rotina de vida, a minha forma de pensar”, afirmou.

O ex-prefeito de São Cristóvão avaliou ainda o cenário do Congresso Nacional, com maioria eleitos pela direita. Ele acrescentou que, caso eleito, pretende atuar na defesa da diversidade política.

“O congresso que já era conservador, passou a ser mais conservador ainda. Mas veja, o congresso é a casa dos diferentes, das divergências, e eu, estando lá, vou colocar a minha posição, que é a posição histórica, iniciei a minha vida política no Partido dos Trabalhadores, a minha formação política vem daí, e eu vou estar lá, fazendo a defesa da vida, a defesa das divergências, a defesa das minorias, é isso que eu quero fazer. Estou preparado para isso, me preparei a vida toda para esse momento, e eu tenho certeza que poderei contribuir, me aliando aos homens e mulheres da esquerda, e aos homens e mulheres do centro e da direita, que não querem um país que seja, tenha uma única voz, que querem um país que as vozes sejam dissonantes, mas que elas se juntem para a construção da vida nesse país”, declarou.

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