A Polícia Científica de Sergipe identificou um homem que estava desaparecido havia quatro anos em São Paulo. Ele costumava permanecer em pontos de ônibus do bairro 13 de Julho, em Aracaju, e foi identificado por meio de impressões digitais coletadas no Hospital São José. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 13.
O procedimento foi realizado a pedido do Núcleo de Desaparecimentos. Segundo o papiloscopista Marcos Andrade, coordenador do atendimento a pessoas em situação de rua, a equipe coletou as impressões digitais do homem durante o período em que ele recebia atendimento hospitalar.
Após a coleta, o material foi encaminhado a papiloscopistas de São Paulo, que auxiliaram no processo de identificação.
“Fizemos a coleta das impressões digitais e, a partir das informações obtidas, solicitamos o apoio dos papiloscopistas do estado de São Paulo. Enviamos o material coletado e chegamos à identificação do cidadão”, explicou Marcos Andrade.
Com a confirmação da identidade, as informações foram repassadas à autoridade policial responsável pelo caso de desaparecimento e à assistência social, para que fossem avaliadas as providências necessárias ao atendimento do homem.
De acordo com Marcos Andrade, o Instituto de Identificação recebe, em média, de cinco a seis solicitações por dia para identificar pessoas em situação de rua. Parte dos pedidos é encaminhada por equipes da assistência social.
Além da identificação de pessoas que não conseguem informar os próprios dados, a perícia papiloscópica também atua na identificação de corpos e na análise de impressões digitais encontradas em locais de crime.
O caso destaca a importância da cooperação entre os estados na identificação de pessoas desaparecidas, especialmente quando são localizadas longe de sua região de origem.







