Defesa de Vorcaro pede adiamento de depoimento e cobra acesso a inquérito

Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro pediu pela segunda vez ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o adiamento do depoimento do empresário à Polícia Federal, agora marcado para 30 de setembro, e cobrou acesso à íntegra dos autos do inquérito. Os advogados alegam que ainda não receberam cópia completa do material, o que impediria Vorcaro, que está preso, de prestar esclarecimentos com segurança aos delegados.

A nova oitiva está relacionada ao grupo conhecido como “A Turma”, e o pedido foi encaminhado a Fachin porque o ministro mantém, temporariamente, o caso Master em seu gabinete. Segundo os advogados, a defesa não conseguiu, até agora, a disponibilização das cópias completas dos autos junto à Polícia Federal, incluindo relatórios, provas, depoimentos e telefones de outros investigados. Eles reforçam que Vorcaro tem interesse em depor, mas pedem ao menos dez dias úteis após a liberação integral do material para analisá-lo e conversar com o empresário antes da oitiva.

Esse já é o segundo pedido de adiamento feito pela defesa. O primeiro havia sido apresentado na segunda-feira, 21, quando os advogados pediram a Fachin para postergar um depoimento que estava marcado para dois dias depois. Na ocasião, também citaram a Súmula Vinculante nº 14 do STF, que assegura ao defensor acesso aos elementos de prova já documentados em um inquérito e relacionados ao exercício do direito de defesa.

Para reforçar o argumento, a defesa mencionou o caso de Luana de Andrade Ribeiro, investigada no mesmo inquérito, que teria sido surpreendida durante seu próprio depoimento com elementos periciais que nem ela nem seus advogados conheciam previamente. Os advogados de Vorcaro classificaram o episódio como uma “criticável surpresa” da Polícia Federal e o usaram como precedente para justificar a necessidade de acesso prévio ao conteúdo da investigação antes de qualquer nova oitiva.

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