Em entrevista ao Jornal da Fan desta quinta-feira, 17, o candidato ao Senado pelo Republicanos, Eduardo Amorim, posicionou-se favorável à imposição de um mandato de dez anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao avaliar o cenário de crise na Suprema Corte, o candidato defendeu a alteração no modelo de escolha dos magistrados e relembrou o papel constitucional do Poder Legislativo na fiscalização do Judiciário. “Só tem um lugar da nossa federação para dar um jeito naquilo, que é o Senado. É o Senado que admite e é o Senado que tira também. Impeachment é pra prefeito, é pra governador, é pra presidente e é pra ministro também do Supremo ou de qualquer outro tribunal”, afirmou Amorim.
O candidato, que foi senador entre 2011 e 2019, ressaltou que a atuação na mais alta corte do país exige postura exemplar e alinhamento com as demandas da sociedade, criticando a manutenção de privilégios ou garantias de perpetuidade nos cargos.
“A toga não é amadura contra a lei para ninguém. A toga é um instrumento, é um simbolismo de que ali está um autoridade, sendo autoridade da corte alta do nosso país, deveria dar o melhor de todos os exemplos. Deveria se colocar no lugar do seu José, da dona Maria, que tá ali no dia a dia trabalhando, no ponto de ônibus. Deveria ser um exemplo de humildade, de simplicidade”, declarou, lamentando a atual imagem do Tribunal.
Amorim defendeu ainda a extinção das indicações diretas feitas pelo Poder Executivo para o preenchimento de vagas na Suprema Corte, propondo que o ingresso no órgão passe a ser exclusivo de integrantes de carreira da magistratura.
“A toga deveria ser simbolismo de exemplo, de cidadania, de amor a nossa pátria, de amor ao nosso país. Quando você pede para ser ministro, assim como eu peço para ser um senador, eu tenho que dar o melhor dos exemplos. Então, eu tô pedindo essa oportunidade e isso deixa muitos questionamentos. Eu voltando ao Senado, pode ter certeza, sou a favor de que ministro do Supremo tenha um mandato de dez anos e tem que ser de carreira, não tem que ser mais indicação do poder executivo”, concluiu.








