Após denúncias, SES explica casos no Huse e em Itabaiana e cita possível motivação política

A porta-voz da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Cristina Rochadel, se posicionou nesta quarta-feira, 15, durante entrevista ao Jornal da Fan, sobre duas denúncias envolvendo unidades da rede estadual de saúde. Os casos ocorreram no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju, e no Hospital Regional de Itabaiana, e ganharam repercussão após pacientes e familiares relatarem demora e falta de assistência médica.

Sobre o caso do Huse, Cristina contestou a informação de que a paciente estaria há quase 20 dias aguardando por uma cirurgia. Segundo a porta-voz, a paciente deu entrada na unidade na última sexta-feira, 11, e aguarda um procedimento para tratar uma fratura de fêmur.

“É uma cirurgia de fêmur, onde ela necessita fazer esse procedimento. A coordenação já havia explicado que ela estava no mapa para que a cirurgia fosse realizada. E que a gente estava aguardando o material específico para o procedimento cirúrgico. O material específico já chegou. Ela já se encontra no mapa para, até sexta-feira, realizar o procedimento cirúrgico”, explicou.

A porta-voz também negou a informação de que a paciente estaria sem receber medicamentos.

“Nós já procuramos e já conversamos sobre medicamentos. É uma paciente hipertensa, uma paciente diabética. Os medicamentos disponibilizados no hospital nem sempre são aqueles medicamentos que você costuma tomar em casa. Até porque os hospitalares, eles são diferenciados do que a gente consome adquirindo nas farmácias. Então, é uma paciente que vem recebendo todos os cuidados”, destacou.

Em relação ao caso em Itabaiana, a porta-voz afirmou que a paciente está sendo acompanhada pela equipe médica. Segundo a denúncia feita pela filha da paciente, a mulher, de 76 anos, estaria internada com problema na vesícula e aguardando a realização de uma CPRE. A filha relatou que, enquanto espera pelo procedimento, a mãe sofre com forte inchaço, não consegue se alimentar e apresenta secreção amarelada.

A porta-voz explicou que a realização do procedimento depende das condições de saúde do paciente e afirmou que o exame está previsto para esta sexta-feira, 18, caso o quadro de saúde esteja adequado.

“Existe um quadro clínico da paciente que ele tem que estar apto a realizar esse exame, até porque é uma exame invasivo. Ele é feito com o auxílio de uma endoscopia. Paciente que tem diabete, que tem problema de pressão alta, eles precisam de um controle maior. E a disponibilidade do exame ela acontece de acordo também com a saúde do paciente. Nós já entramos em contato com o Cirurgia que disse que existe a planilha do mapa, que até sexta-feira, se o quadro da paciente permitir, ela estará realizando o exame”, afirmou.

Cristina Rochadel também levantou a possibilidade de motivação política relacionada à divulgação da denúncia.

“Infelizmente, nesse momento político a gente tem que ter muito cuidado porque tudo você leva para uma outra colocação. Você percebe, naquele vídeo, onde a filha da paciente ela tem o celular carimbado com o candidato. Você percebe que foi uma entrevista combinada com aquele rapaz que se acha no direito de entrar no hospital, como ele bem disse, e filmar o que ele quiser”, ressaltou Cristina.

Abaixo a imagem do celular com o adesivo citado pela porta-voz:

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