O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, avalia deixar para depois do segundo turno eleitoral a análise de abertura de investigações contra seus colegas ministros.
O magistrado deu um prazo de cinco dias úteis para que, tanto Alexandre de Moraes como André Mendonça, se posicionem. E fez questão de ressaltar na decisão que cabe a ele “zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade”.
O posicionamento, segundo interlocutores, foi uma maneira de Fachin sinalizar que considera esperar arrefecer a tensão institucional antes de colocar as investigações em votação.
O pedido para deixar a discussão em plenário foi feito por integrantes da própria Suprema Corte, preocupados com o cenário atual.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também sinalizou a Fachin preocupação com os efeitos colaterais no processo eleitoral.
Como resposta, Fachin tem acenado que não vai acelerar o processo, que trata o assunto com a devida cautela e que cabe apenas ao próprio Supremo Tribunal Federal encontrar uma solução consensual.
Além do pedido para investigar a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, há também uma nova solicitação para apurar eventuais irregularidades contra o ministro André Mendonça.
Nos bastidores, um grupo no Supremo Tribunal Federal defende que as duas iniciativas sejam avaliadas no plenário virtual, para evitar bate-boca público entre integrantes da Suprema Corte.
Hoje, Moraes teria maioria no plenário da Suprema Corte para arquivar um pedido de investigação. E, para não tensionar ainda mais o debate, até magistrados favoráveis a uma investigação a Mendonça defendem que a questão não seja levada adiante.
Uma solução seria Fachin arquivar os dois pedidos ou até mesmo colocá-los para votação com a certeza de que sejam derrubados. Nos bastidores, a avaliação majoritária é que as duas apurações só tendem a piorar a imagem pública do Poder Judiciário.
*Com informações da CNN








