Os trabalhadores da antiga empresa de transporte VRS se reuniram na manhã desta quinta-feira, 20, para cobrar explicações sobre o encerramento das atividades da empresa, anunciada nessa quarta-feira, 19. A operação foi substituída pela empresa BoaVista.
Segundo os funcionários, a decisão foi comunicada de forma inesperada e gerou preocupação sobre a continuidade do trabalho e a garantia dos direitos trabalhistas.
Os trabalhadores afirmam que a VRS mantinha os salários e benefícios em dia e também compararam a situação da empresa com a da Modelo, que, segundo eles, apresenta condições mais precárias na prestação do serviço de transporte público.
Os funcionários também criticaram o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra). De acordo com os relatos, a orientação recebida foi apenas para que eles procurassem a nova empresa, sem esclarecimentos suficientes sobre como ficaria a situação trabalhista na mudança.
“Tudo aconteceu da noite pro dia, nós fomos pegos de surpresa. Viemos aqui para exercer a nossa atividade de trabalho e fomos impossibilitados de trabalhar porque chegou ontem à tarde uma nota da SMTT informando que a empresa não iria mais operar, só operava até à meia-noite de ontem e hoje como a gente vai fazer?”, relatou um trabalhador.
Em entrevista ao Jornal da Fan, o presidente do Sinttra, Miguel Belarmino, criticou a decisão da Prefeitura de Aracaju e afirmou que os trabalhadores não precisam pedir demissão para serem contratados pela BoaVista.
“A prefeita erradamente anunciou a saída da empresa VRS que é uma empresa que vem dado certo, vem pagando em dia ou até antecipado, e com todos os seus encargos em dia, e a prefeita comete um erro grosseiro, em tirar a VRS em um anúncio que me fez ir até ao empresário e acertar com ele a alocar esse pessoal lá na Modelo. Ele me deu garantia que assim que fosse dado baixa na VRS, eles já estão com o emprego garantido. Eu não tenho culpa da prefeita ter tomado essa decisão errada. Não se troca uma empresa de um dia pra noite, não é como se trocar de roupa, a prefeita errou, errou feio, se ela queria tirar a empresa A e empresa B, ela tinha que programar, programar pra deixar o pessoal bem à vontade e decidir se quer ir pra nova empresa ou não”, declarou.
Segundo Belarmino, os direitos trabalhistas dos funcionários estão garantidos e as rescisões serão realizadas.
“Esses trabalhadores podem ir pra BoaVista e ter suas rescisões garantidas, não precisa nem pedir demissão. Ninguém vai pedir demissão. Se desloquem até a antiga empresa Progresso, que hoje é a BoaVista e façam seu cadastro para trabalhar à tarde”, orientou o presidente.
Apesar da orientação, os trabalhadores afirmaram que permanecem inseguros sobre a mudança e cobram uma reunião com o Sinttra.








