Em direito de resposta, Alessandro nega acusações sobre PL Antifacção e suposta compra do apoio de prefeitos

Foto: Thayse Santa Rosa

Durante o debate com os candidatos ao senado no Jornal da Fan desta quarta-feira, 19, em dois momentos, o candidato pelo MDB Alessandro Vieira pediu direito de resposta após duas afirmações.

Na primeira, a assessoria jurídica pediu direito de resposta após Alessandro ser acusado de ter ajudado na tramitação de um projeto para diminui pena de líder de facção. O pedido foi concedido e o senador respondeu:

“A referência que foi feita pelo deputado Rodrigo em relação ao PL Antifacção, que eu fui relator no Senado com a aprovação do relatório por unanimidade, com elogio unânime da Polícia Federal, do Ministério Federal, da Receita Federal e todos aqueles que trabalham verdadeiramente no combate ao crime. Quando esse projeto volta para os deputados, eles retiram tudo aquilo que tratava de combate ao crime do alto escalão e retiram também o financiamento da Polícia Federal, que depois volta na medida provisória. A verdade não é difícil de achar não, pessoal, vocês que estão nos acompanhando. Basta ir na internet buscar os canais oficiais, você vai ter lá os dados todos. O que foi feito pelos deputados, como é o caso do deputado Rodrigo, foi votar a favor de coisas como a PEC da blindagem, criar dificuldades maiores para você processar o rico, porque essa turma acha que só pode ser firme contra o pobre, contra o preto na periferia. E o que eu defendo, e o que eu fiz como delegado e como senador da república, foi apontar para o andar de cima. Eu vejo as pessoas falando de Alexandre de Moraes. Eu pedi um impeachment da Alexandre em abril de 2019 e essa turma está aqui agora tentando buscar voto com esse papo.”

Em outro momento, a assessoria jurídica pediu direito de resposta por acusação de que teria “passado a mão na cabeça de líder de facção” e também que estaria comprando prefeitos.

“Novamente a gente vê o deputado Rodrigo fazendo a única coisa que ele sabe fazer, que é a mentira, o ataque, a ofensa. Hoje a gente tem uma relação política e apoio em vários lugares, graças a Deus, porque a gente trabalha muito, de uma forma transparente, aberta, honesta. Isso é reconhecido em todo canto, então não há como se fazer esse tipo de associação. Ele agora relaciona uns supostos projetos que ele aprovou, nada disso é projeto, são emendas, são comentários feitos em projetos de outras pessoas, alguns deles nem viraram lei. Então eu peço aos cidadãos que acompanham que comparem, que busquem os dados, não é tão difícil não, o site da câmara é um bom site, vai lá e procura alguma coisa que ele fez, a da Assembleia Legislativa de Sergipe, procura alguma coisa que ele fez, vai buscar as emendas, um deputado federal consegue trazer pra Sergipe em mandato, alguma coisa em torno de 500 milhões de reais. Cadê o dinheiro? A gente tem que ter clareza e cuidar do povo. Essa coisa do ódio, do ataque, da ofensa só serve pra quem não trabalha, não é comigo”, respondeu.

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