Casas Bahia encerra atividades em Socorro e demite 35 trabalhadores; Aracaju e Lagarto também têm unidades fechadas

O Grupo Casas Bahia encerrou as atividades em 298 lojas do Brasil, incluindo Sergipe. A medida resultou na demissão de cerca de 1,9 mil funcionários da companhia. Somente no município de Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana da capital, 35 comerciários foram afetados pelo fechamento da loja situada no Shopping Prêmio, que encerrou as atividades na última sexta-feira, 14.

Segundo o Sindicato dos Comerciários de Nossa Senhora do Socorro (Sindicomerciários/Socorro), a decisão foi recebida com surpresa pelos funcionários, que não teriam sido comunicados previamente sobre o encerramento da unidade.

“Trabalharam um dia anterior com a gerência, todo mundo normal. No dia seguinte, todo mundo na porta lá: ‘O que aconteceu?’ A loja fechou, encerrou as atividades, tinha um aviso na porta. Os empregados entraram para para dentro da loja e o gerente comunicou que, infelizmente, estavam encerrando as atividades em Socorro. Até aí a gente achou que seria só Socorro, mas depois que passou algumas horas começaram a sair as notícias em todo o Brasil. E Nordeste foi onde teve o maior número de lojas fechadas”, explicou o presidente do sindicato, Alfredo Souza, em entrevista ao Portal Fan F1.

No último domingo, 16, a Casas Bahia anunciou que protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida tem como objetivo reorganizar as finanças da empresa, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

Além de Socorro, algumas das unidades que tiveram suas atividades encerradas em Sergipe foram: as lojas dos Shoppings Jardins e Riomar, em Aracaju, e a loja localizada no Centro do município de Lagarto.

O presidente do sindicato avaliou que o cenário pode estar relacionado, entre outros fatores, ao crescimento das compras pela internet. Ele, no entanto, criticou a falta de comunicação prévia aos trabalhadores.

“O sindicato não perdeu tempo, de imediato já entrou em contato com a diretoria lá em São Paulo para saber o que estava acontecendo, e o destino desses trabalhadores e trabalhadoras. Hoje pela manhã, uma diretora de relações sindicais, ligou para o meu celular e ela nos explicou, deu alguns esclarecimentos, disse que tanto a gente como ela também foi pega de surpresa e nos garantiu que nenhum trabalhador será desassistido nas suas representações”, afirmou Souza.

O presidente destacou ainda que os trabalhadores demitidos das Casas Bahia terão as rescisões homologadas pela entidade, conforme determina a convenção coletiva do comércio de Nossa Senhora do Socorro. A medida, segundo o sindicato, busca garantir que todas as verbas e direitos previstos sejam pagos corretamente.

Como o reajuste salarial de 2026 ainda não foi definido, os trabalhadores deverão receber inicialmente os valores com base no salário atual. Após a definição do novo piso, eles terão direito às diferenças retroativas, e o sindicato fará uma revisão das rescisões para assegurar o pagamento dos valores devidos.

De acordo com o sindicato, os 35 funcionários afetados pelo fechamento da unidade em Nossa Senhora do Socorro serão acompanhados pela entidade.

“O total aqui foram 35 trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães de famílias e perderam seus empregos. Nós já estamos, já estamos procurando um por um, nos colocando à disposição e de mesmo que não procure, todos eles irão passar pelo nosso sindicato”, concluiu.

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