A procuradora da República Gisele Bleggi, do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) concedeu entrevista à Magna Santana nesta sexta-feira, após fazer uma representação criminal junto à Polícia Federal (PF) para investigar uma suposta prática de crime contra a honra.
Gisele explicou que esta foi é a terceira vez que recebeu ataques e ofensas, porém passou a ter mais atenção a partir segunda. Ela relatou que as novas ofensivas surgiram após uma vídeo dela gravado durante um seminário sobre o novo licenciamento ambiental.
“Eu fui chamada para falar sobre ela e mostrei meu posicionamento, que não é meu, é do procurador-geral da República, Associação Nacional dos Procuradores do Meio Ambiente, é a posição do Ministério do Ambiente. Eu defendo a sociedade, este é o meu papel. E neste seminário tinham advogados que defendem empresas, grupos econômicos, e cada um mostrando seu ponto de vista. No final eu fiz meu vídeo, falei meu ponto de vista, e este vídeo viralizou. Destruíram a minha imagem. Sequer falaram sobre meio ambiente, desqualificaram a minha imagem, exatamente quando o tema é licenciamento ambiental, que eles querem que a lei se sustente no ordenamento jurídico. “
Diante dos ataques, Gisele atribui os ataques há uma obstrução do trabalho e diz que seu posicionamento confronta com interesses de grupos econômicos, que tentam deslegitimar e descredibilizar sua atuação em defesa das leis e da fiscalização ambiental.
“Obstrução do meu trabalho. Ficou claro que, como estou fazendo um seminário e estou demonstrando tecnicamente o que vai acontecer com esse grupo econômico que ele vai lucrar muito, isso está ficando claro e está incomodando muito. E está ficando transparente, e ele não quer que isso aconteça, então estou sendo prejudicada”, pontuou.
A procuradora revelou ainda que os ataques também tiveram origem de fora de Sergipe, por meio de um canal com milhares de seguidores.
“Não se contentaram a me detonar aqui em Aracaju. Eles contrataram um canal, em São Paulo, que tem muilhoes de seguidores, e esses seguidores destruíram, me chamaram de boneca, de bicho, falaram que iam pegar uma ’38’, que era pra me queimar, para eu sumir, coisas horrorosas. Queriam que eu desaparecesse. Foi preocupante, mais agressivo das outras vezes que aconteceu. Ficou claro que estão querendo me tirar, me eliminar de alguma maneira. Ficou grave”, expressou.
De acordo com informações fornecidas pela PF, documentos com prints de comentários publicados por usuários nas redes sociais já foram entregues à corporação. O material será analisado para apurar a materialidade e a autoria dos fatos relacionados às manifestações.








