Ao defender programa de Wi-fi e conexão, Flávio Bolsonaro diz que indígena “não quer mais ser animal de zoológico”

Em entrevista ao podcast “Market Makers” nessa quinta-feira, 6, ao defender o programa Wi-fi Brasil, o candidato a presidência da república pelo Partido Liberal (PL) Flávio Bolsonaro afirmou que índigena “não quer mais ser animal de zoológico” e quer estar conectado à rede.

A fala tem gerado repercussão nas redes sociais. A fala surgiu quando Flávio defendia o programa criado na época em que o pai Jair Bolsonaro era o presidente da República.

“No governo do nosso presidente Bolsonaro, com o Wi-Fi Brasil foram mais de 21, 3 mil pontos de internet gratuitos em especial em escolas e em aldeias indígenas. A gente chegava em determinada aldeia indígena, e o presidente perguntava: ‘O que vocês querem que a gente faça aqui?’ E os indígenas: ‘Wi-fi. Índio quer wi-fi’. Por quê? Porque ele quer se conectar, quer fazer parte da sociedade. Não quer mais ser um animal de zoológico que o turista paga pra ver ele dançando fazendo fogo com madeira”, declarou.

Depois da fala em tom xenofóbico, ainda na entrevista, o candidato a presidência que, em um eventual governo, vai garantir a autonomia dos povos indígenas dando às comunidades controle sobre as reservas – inclusive sobre a outorga de autorização sobre a exploração do subsolo.

“Índio… Indígena tem que ser incluído e vamos caminhar para isso, vou garantir autonomia dos povos indígenas. Quem vai resolver o que fazer nas reservas deles são eles. Se quiser plantar na sua terra, vai fazer. Se quiser explorar o subsolo, vai fazer e vai ganhar royalty a partir disso. Sempre com responsabilidade ambiental, mas respeitando a vontade deles. É assim que indígenas e quilombolas se desenvolvem no mundo”, expressou.

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