Primeiros laudos apontam que gatos mortos na UFS foram atacados por cães

Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS

Os primeiros laudos periciais sobre a morte de gatos registrada no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS) apontam que os animais foram, possivelmente, atacados por cães. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira, 7.

Até o momento, a Polícia Científica concluiu dez laudos, todos indicando que o padrão das lesões é compatível com ataques provocados por canídeos. As demais análises periciais seguem em andamento.

De acordo com o delegado Hugo Leonardo, responsável pelo caso, os exames apontam que o padrão morfológico das lesões é compatível com ação mecânica decorrente de mordeduras. “O que indica a perícia é que esses gatos foram atacados por outros animais, muito provavelmente cães que circulam pelo campus da universidade”, explicou.

A perita veterinária Mariana Lumack informou que a conclusão foi baseada na análise conjunta das lesões externas e internas identificadas durante os exames necroscópicos. “Além de lesões perfurantes e hematomas, identificamos fraturas em costelas e vértebras, além de lesões concentradas principalmente nas regiões cervical e torácica, características compatíveis com mordeduras de canídeos”, detalhou.

Já a perita veterinária Vera Silva ressaltou que, embora os laudos indiquem, em sua maioria, traumas provocados por mordeduras como causa das mortes, a conclusão definitiva depende da análise de todos os exames. “A perícia criminal trabalha pautada na ciência e na prova. É necessário aguardar a conclusão de todos os laudos para garantir que não houve atuação concomitante de outros agentes que possam ter contribuído para a morte dos animais”, afirmou.

Durante as investigações, a Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) identificou tutores de cães que costumam circular livremente pelo campus da UFS. Eles já foram intimados para prestar esclarecimentos, e uma eventual responsabilização dependerá da conclusão das investigações e da análise do conjunto probatório.

Segundo o delegado Hugo Leonardo, os animais identificados são classificados como semidomiciliados, permanecendo soltos durante o dia e retornando às residências de seus tutores no período noturno.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a conclusão dos laudos pendentes, incluindo os exames toxicológicos, além de outras diligências para esclarecer todas as circunstâncias das mortes e apurar eventual responsabilidade dos tutores dos animais identificados.

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