OAB/SE cobra medidas do TJSE após cinco dias de instabilidade em sistemas judiciais; Tribunal atribui falhas à operadora Claro

Foto: TJSE

A persistência de falhas no acesso aos sistemas eletrônicos do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) motivou uma nova manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE) nesta terça-feira, 23. Em nota pública, a entidade afirmou que acompanha há cinco dias as dificuldades enfrentadas pela advocacia e cobrou providências para garantir segurança jurídica e minimizar os prejuízos causados pelas instabilidades.

Segundo a OAB/SE, desde o início dos problemas a instituição mantém diálogo com o TJSE, encaminhando requerimentos e solicitando medidas para assegurar o regular exercício da atividade profissional. A principal preocupação da Ordem diz respeito aos prazos processuais.

De acordo com a entidade, embora alguns pedidos tenham sido acolhidos pelo Tribunal na última semana, ainda não houve esclarecimentos oficiais sobre o alcance das medidas adotadas. A OAB destaca que o pleito principal apresentado foi pela suspensão dos prazos processuais, e não apenas pela prorrogação.

Com a continuidade das dificuldades de acesso registrada também nesta terça-feira, a Ordem informou que encaminhou novos ofícios e requerimentos ao TJSE, reforçando a necessidade de soluções efetivas e de uma comunicação mais clara à advocacia.

A entidade orientou ainda que advogados e advogadas documentem tentativas de acesso e eventuais falhas encontradas nos sistemas, para subsidiar a atuação institucional da OAB.

TJSE aponta falha externa

Também nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça de Sergipe divulgou nota esclarecendo que a instabilidade tem relação com uma falha na rede da operadora Claro.

Segundo o TJSE, a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETECI) identificou que o problema afeta usuários que utilizam serviços da Claro ou provedores que dependem da infraestrutura da operadora. O Tribunal afirmou que seus sistemas permanecem funcionando normalmente e que a ocorrência é externa ao ambiente tecnológico da instituição.

Ainda conforme o comunicado, os sistemas judiciais e administrativos continuam acessíveis por meio de outras operadoras de internet e telefonia. O problema já teria sido comunicado à Claro, e o TJSE informou que acompanha a situação junto à empresa, cobrando agilidade na solução.

Enquanto a instabilidade não é resolvida, o Tribunal orienta os usuários afetados a utilizarem conexões de outras operadoras, seja por meio de internet móvel ou fixa.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *