Por meio de nota nas redes sociais, o Conselho Federal de Medicina (Cremese) se pronunciou após o caso que envolve a morte de uma idosa de 60 anos após ela ser atendida por um médico que atuava de forma irregular em uma clínica no município de Umbaúba. O fato ocorreu nessa terça-feira, 18.
Na nota, o CRM disse que tomou conhecimento por meio da imprensa a respeito das investigações conduzidas pela Polícia Civil sobre o suposto exercício ilegal da medicina na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba, bem como sobre a apuração das circunstâncias do óbito de uma paciente atendida na referida unidade.
Ainda na nota, o órgão afirmou que não foi comunicado formalmente pelas autoridades policiais ou gestoras sobre os fatos em evidência. Contudo, diante da gravidade do relato veiculado, o CREMESE realizou levantamentos preliminares.
O conselho apurou que o investigado apontado como executor do ato médico detém Registro no Ministério da Saúde (RMS), na condição de médico integrante do Programa Mais Médicos. O RMS é uma autorização profissional específica e restrita, que permite a atuação do profissional de forma exclusiva no âmbito do projeto e estritamente na Atenção Básica do município para o qual foi alocado. Ainda de acordo com o Cremese, é expressamente vedado a este profissional prestar plantões fora do programa ou atuar em clínicas privadas e unidades de urgência/emergência.
Além disso, constatou que o médico que teve seus dados cadastrais e carimbo utilizados de forma indevida durante o atendimento possui inscrição regular e ativa perante o CREMESE desde dezembro de 2025.
Na nota, o Cremese informou que a Direção Técnica do Hospital de Pequeno Porte José Nailson Moura (Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba) foi oficiada para, no prazo de 24 horas prestar informações e esclarecimentos circunstanciados sobre o caso.








