A morte de ao menos 14 gatos comunitários em um intervalo de dois dias no Campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, tem gerado preocupação entre protetores de animais, estudantes e membros da comunidade acadêmica.
A denúncia foi reforçada nesta segunda-feira, 8, pela protetora animal Miriam Guedes, integrante do grupo Amigos dos Animais. Segundo ela, dez gatos foram encontrados mortos no domingo, 7, e outros quatro nesta segunda-feira. Entre os animais estava um gato que, de acordo com a protetora, estava em tratamento veterinário e apresentava boa recuperação.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Miriam pediu mobilização da sociedade e cobrou medidas urgentes para evitar novas mortes enquanto as investigações estão em andamento.
“Independente de já estar havendo investigação, o que mais importa agora é o que está sendo feito para coibir novas mortes. Não pode ficar esperando a investigação ser concluída enquanto todos os dias esses números absurdos de gatos mortos continuam acontecendo”, afirmou.
Investigação
Diante da gravidade da situação, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Polícia Civil a atuação especializada da Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), para apurar as circunstâncias das mortes e verificar possíveis casos de envenenamento ou outros crimes contra os animais.
Em nota, a Universidade Federal de Sergipe lamentou as mortes e afirmou que está atuando em conjunto com as autoridades para esclarecer os fatos. Segundo a instituição, o acompanhamento dos casos é realizado pela Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), responsável pela gestão e monitoramento da população de gatos que vive no campus. Os corpos dos animais encontrados estão sendo encaminhados ao Departamento de Medicina Veterinária (DMV), onde são realizadas necropsias para auxiliar nas investigações.
A universidade informou ainda que trabalha em parceria com o MPF, a Polícia Científica e a Depama. De acordo com os levantamentos preliminares, os episódios ocorrem durante o período noturno, quando os setores responsáveis não estão em funcionamento.
As equipes de investigação consideram, inicialmente, duas hipóteses principais: ataques de cachorros-do-mato, comportamento que pode ser influenciado pela sazonalidade, ou ações de matilhas de cães errantes.
A UFS também pediu a colaboração da comunidade acadêmica e da população. Informações, imagens, vídeos ou relatos sobre movimentações suspeitas durante a noite podem ser encaminhados à Diacom pelo telefone/WhatsApp (79) 3194-6449.








