“Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá”, diz Lula sobre ação de Flávio nos EUA

Ao comentar a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Lula fez alusão a Flávio Bolsonaro e a busca de apoio do governo norte-americano para tratar do tema.

Em declaração feita nesta sexta-feira, 29, durante o evento de retomada de investimentos da Petrobras na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), em Laranjeiras, Lula disse que houve traição à pátria.

Na ocasião, o presidente também disse que Joaquim Silvério dos Reis “ficaria envergonhado” ao saber que um político brasileiro teria pedido intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

“Um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silvério do Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá. Esta é a verdade”, afirmou.

Joaquim Silvério dos Reis ficou conhecido na história do Brasil por delatar os inconfidentes mineiros no século XVIII, tornando-se símbolo de traição política no país.

A fala de Lula ocorre dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o PCC e o Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas estrangeiras. A declaração foi dada pelo parlamentar após encontro realizado na Casa Branca, em Washington.

Durante a agenda em Sergipe, Lula afirmou que PCC e Comando Vermelho são “terroristas para as comunidades brasileiras” e disse que o combate às facções será feito pelas instituições nacionais, sem interferência externa.

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