Sergipe lidera número proporcional de cirurgias bariátricas e mamárias pelo SUS no Brasil

Foto: Mário Souza

Sergipe passou a ocupar a primeira colocação no país em número proporcional de cirurgias bariátricas e mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, o estado registrou taxas de 21,38 cirurgias bariátricas e 16,14 cirurgias mamárias para cada 100 mil habitantes, ficando à frente de estados maiores, como São Paulo e Santa Catarina.

Ao todo, foram realizados 830 procedimentos dessas duas modalidades em uma população de pouco mais de 2,2 milhões de habitantes. O avanço é atribuído, principalmente, ao programa Opera Sergipe, criado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso às cirurgias eletivas e reduzir as filas de espera na rede pública.

Lançado em julho de 2023, o programa já ultrapassou 60 mil cirurgias realizadas em Sergipe e atualmente contempla 34 tipos de procedimentos. Inicialmente, o foco foi em cirurgias de média complexidade, como retirada de vesícula, hérnias e histerectomias. Em 2025, o programa passou a incluir procedimentos de alta complexidade, como bariátrica, mamoplastia redutora e reconstrutora, cirurgias para tratamento de endometriose, procedimentos urológicos e ortopédicos.

Somente na área de cirurgia bariátrica, mais de 400 procedimentos foram realizados em 2025. Desde o início da segunda fase do programa, o total chegou a 584 cirurgias até fevereiro de 2026.

Além das cirurgias, o estado também vem promovendo mutirões de consultas e exames. No Hospital de Cirurgia, em Aracaju, novas etapas de cirurgias bariátricas seguem acontecendo regularmente. Em uma das ações recentes, dez pacientes passaram pelo procedimento.

Já no Hospital Regional Amparo de Maria, em Estância, os atendimentos são voltados principalmente para a saúde da mulher. A unidade realizou consultas, exames e avaliações clínicas para pacientes que aguardam mamoplastia. Também foram feitas retriagens e exames complementares, como eletrocardiograma, raio-X e ultrassonografia, etapas necessárias antes da cirurgia.

Entre os dias 17 e 19 de abril, o hospital realizou 21 cirurgias mamárias, com média de sete procedimentos por dia.

Pacientes atendidos pelo programa relatam melhora na qualidade de vida e na autoestima após os procedimentos. O pescador Gleferson José Farias, de 44 anos, contou que a obesidade já dificultava atividades simples do cotidiano e que espera voltar a praticar esportes após a bariátrica.

Já Ana Clara, de 20 anos, destacou a rapidez no atendimento para a realização da mamoplastia. Segundo ela, além da questão estética, as dores nas costas e nos ombros motivaram a busca pela cirurgia.

A lavradora Maria José Reis, de 28 anos, moradora de Cristinápolis, afirmou que aguardava pela oportunidade há anos e que já iniciou a etapa de exames para realização do procedimento.

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